Em entrevista concedida ao jornal
O Estado de S. Paulo, o governador eleito da Bahia,
Jaques Wagner (PT), afirmou que a campanha do presidente Lula não recorrerá a "baixaria" e que o candidato tucano Geraldo Alckmin "precisa sair da toca do falso moralismo" e comparecer aos debates para "defender idéias para o Brasil".
Ao ser questionado sobre as razões que levaram a disputa presidencial ao segundo turno, o petista respondeu que, com certeza, o escândalo do dossiê contra o governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), "deve ter dado uma perturbação no eleitor indeciso".
"Eu acho que vitória é vitória, a regra do jogo é dois turnos, portanto não acho nenhuma aberração ter segundo turno. Acho que o dossiê pode ter tirado aí 1% ou 2% dos votos", ressaltou.
Quanto à linha de comparação entre Alckmin e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) que está sendo adotada por Lula, o governador baiano disse que a única ressalva dele é que a disputa não entre no campo da "baixaria".
"Eu acho deprimente alguém que pretenda ser presidente da República ficar dizendo que a grande missão dele será vender um avião, que é um equipamento da Força Aérea Brasileira, não do presidente. É de um besteirol isso que o Alckmin falou que ele deve ter perdido muito voto. Eu acho deprimente. Alguém que pretenda ser presidente do Brasil, já foi governador, querer fazer chacota e ganhar voto numa dimensão tão pequena... Agora, não quero ficar nesse debate, quero debater Brasil, quero saber o que o Alckmin pensa. A única coisa que disse [no debate da TV Bandeirantes] foi repetir um mantra treinado: 'Onde está o dinheiro?' E a cada resposta dizer: 'Viu que ele não respondeu? Viu que ele não respondeu?' Pode ter animado a tropa dele, mas não ganhou um voto", criticou.