O presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), analisa neste momento com os advogados do partido a melhor opção para tentar derrubar a liminar concedida pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Edson Vidigal, que suspendeu a realização das prévias do partido, marcadas para este domingo. Temer, que também é advogado constitucionalista, ainda não sabe se o recurso será feito ao próprio STJ ou ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidente do PMDB insinuou que Vidigal está colaborando com os governistas do partido. "Engraçado, aconteceu a mesma coisa quando realizamos a convenção (em dezembro de 2004). Eles perderam em todas as instâncias e o Vidigal deu a liminar. Agora novamente o Vidigal dá uma liminar", protestou Temer.
Segundo o presidente do PMDB, os governistas do partido desistiram da disputa no plano político. "Em vez do embate no plano político, eles agora optam pelo embate no plano jurídico."
Vidigal é ligado ao senador José Sarney (PMDB-MA), que, em 1987, o indicou para o STJ quando era presidente da República. Vidigal já deu entrevista dizendo que estava disposto a disputar o governo do Maranhão e que se sentia em condições até de disputar a presidência.
O peemedebista Antônio Pedreira também tentou adiar a realização das prévias para poder disputar a vaga com os pré-candidatos Anthony Garotinho e Germano Rigotto, mas teve negado um mandado de segurança na Justiça de primeira instância.