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Extorsão só acabou após morte de Celso Daniel, diz empresária

23/11/2005
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A empresária Rosângela Gabrilli, que tem uma empresa de ônibus em Santo André, disse que a prefeitura só parou de cobrar propina dos empresários da cidade depois que o prefeito Celso Daniel foi assassinado, em janeiro de 2002. Ela depõe neste momento na CPI dos Bingos. Rosângela contou que dias após o crime, o então secretário de Serviços Municiapis, Klinger Luiz Oliveira, lhe telefonou para avisar que a cobrança estava suspensa. O secretário era, segundo ela, um dos responsáveis pelo esquema de arrecadação ilegal de recursos junto a empresários do município para o caixa dois do PT. “Ele me avisou que não haveria mais arrecadação. Disse: ‘esquece dia 30 porque agora não tenho nem para quem passar’. Eu esqueci. Não sei se o esquema continuou nas outras empresas”, contou Rosângela. A empresária disse à CPI que, no dia 30 de cada mês, Klinger passava nas empresas para recolher dinheiro para o caixa dois do PT. O esquema funcionou entre 1997 e 2001. O valor da propina variou R$ 332 e R$ 550 por cada ônibus.
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