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O presidente da CCJ, Davi Alcolumbre, e o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra. Foto: Agência Senado
A decisão da maioria dos senadores pela derrubada dos vetos presidenciais na possibilidade de reajuste de servidores até 2021 causou uma guerra entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e congressistas.
Após votação no Senado na quarta-feira (19), que rejeitou o veto, Guedes afirmou que o impacto potencial da medida era de até R$ 120 bilhões e classificou a decisão dos senadores de “desastre” e “crime contra o país”. Após articulação, a Câmara reverteu o resultado e manteve o veto.
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Há um requerimento (íntegra), de autoria do senador Esperidião Amin (PP-SC), para que o ministro da Economia, Paulo Guedes, seja convidado a falar aos senadores sobre a declaração.
O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) comentou o caso em um artigo publicado no Congresso em Foco. "A pior forma de começar um debate é desqualificar o interlocutor. Especialmente no debate legislativo, quando os protagonistas são eleitos pelo voto popular. O atual Congresso já se provou reformista e não tem faltado ao país, como se viu na resposta ágil às necessidades impostas pela pandemia, com a aprovação de medidas essenciais — entre elas o auxílio emergencial aos mais pobres", escreveu.A sorte do Min. Paulo Guedes é que os Senadores são bem mais polidos do que ele.
Mesmo assim esse Sr não vai escapar da reprimenda, pois irresponsabilidade tem limites, e ele não está cuidando da economia da casa dele. Estamos tratando de um país! — Soraya Thronicke (@SorayaThronicke) August 21, 2020