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Câmara aciona STF para anular operações em gabinetes de deputados

28/7/2020
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O presidente do Solidariedade e ex-dirigente da Força Sindical, deputado Paulinho da Força. [fotografo] Agência Brasil [/fotografo].
A mesa da Câmara dos Deputados entrou nesta terça-feira (28) no Supremo Tribunal Federal (STF) com duas representações para anular as operações empreendidas nos gabinetes dos deputados federais Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, e Rejane Dias (PT-PI). Ala do Centrão quer independência e alternativa a Lira para comandar Câmara No entendimento da Casa, a Suprema Corte é o órgão do Poder Judiciário competente para determinar medidas cautelares contra parlamentares que possam afetar ou restringir o exercício do mandato. Deputados federais e senadores têm foro por prerrogativa de função (foro privilegiado), devendo ser julgados pelo STF no caso de crimes cometidos no exercício do cargo e em razão das funções relacionadas. Segundo o documento, a determinação de busca e apreensão tendo como alvo o gabinete ou a residência do parlamentar “coloca claramente em risco o pleno e regular exercício do mandato”. As peças são assinadas pelo advogado Roberto Carlos Martins Pontes, Secretário-geral da Mesa Adjunto. Veja a íntegra da petição. Há duas semanas, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão contra o deputado Paulinho da Força na operação Dark Side, desdobramento da Lava Jato junto à Justiça eleitoral. O deputado, que é presidente e fundador do Solidariedade, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no mês passado a dez anos e dois meses de prisão por desvios de verbas públicas. Buscas foram feitas na sede da central Força Sindical, entidade que presidiu, no apartamento dele, ambos na capital paulista, e em seu gabinete em Brasília. As investigações apuram o recebimento de doações eleitorais durante as campanhas de 2010 e 2012. O valor recebido de R$ 1,7 milhão não foi contabilizado nas contas de campanha. O Ministério Público Eleitoral afirma que os pagamentos foram realizados através de suposta prestação de serviços advocatícios e também através de doleiros. Veja a reclamação em prol do deputado Paulinho da Força.a deputada Rejane Dias foi alvo de buscas ontem no âmbito de uma operação que mira irregularidades no setor de educação do Piauí. Segundo a PF, servidores públicos e empresários teriam se associado para superfaturar contratos de transporte escolar. As decisões que atingiram os deputados foram tomadas por juízes de primeira instância. Veja a reclamação em prol da deputada Rejane Dias.
Operação no Senado
Na semana passada, uma operação contra o senador José Serra (PSDB-SP) foi suspensa pelo STF depois de pedido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O tucano é investigado na primeira instância da Justiça Eleitoral pela prática de suposto caixa 2 nas eleições de 2014. No caso do senador, foram feitas buscas no apartamento funcional onde ele reside em Brasília. No entanto, a entrada no gabinete do tucano no Senado não foi autorizada por Davi Alcolumbre. Aliados do presidente do Senado disseram ao Congresso em Foco que não há juízo de valor sobre a operação da PF, mas afirmaram que a entrada no gabinete de um senador não pode acontecer por meio da decisão de um juiz de primeira instância. A advocacia do Senado comunicou o fato ao STF. O presidente da Corte, Dias Toffoli, negou a entrada da PF. Leia a íntegra da decisão.
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