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Eleições 2026
28/7/2026 12:00
As eleições proporcionais de 2026 no Distrito Federal devem ocorrer em um ambiente de forte desgaste do atual grupo governista, associado à gestão de Ibaneis Rocha e de Celina Leão, atual governadora em exercício da capital federal.
Fora de cena, em meio ao desgaste provocado por investigações, Ibaneis deixa uma herança que tende a ser explorada nas campanhas distrital e federal e que pode influenciar a governabilidade. Ainda assim, a expectativa predominante é de baixa renovação tanto na Câmara Legislativa quanto na bancada federal do DF.
A seguir, apresento um diagnóstico sobre os partidos e suas chances eleitorais, considerando os resultados das eleições de 2022. A projeção parte da hipótese de que a disputa ocorresse com os mesmos candidatos e o mesmo desempenho eleitoral dos partidos, incorporando, porém, o novo arranjo decorrente das fusões partidárias, da janela partidária e da formação de novas federações.
Encerrado o prazo das convenções partidárias, o DIAP divulgará um prognóstico completo, com base em uma avaliação mais detalhada das candidaturas e do potencial de cada partido para eleger seus representantes.
Novas regras
Antes de apresentar os cenários para a Câmara Distrital e Federal, é preciso considerar que a conversão de votos em cadeiras nas eleições de 2026 em relação as regras eleitorais devem levar em consideração:
1) criação de novas federações, além das fusões entre partidos;
2) limite de candidaturas a 100% das vagas mais um para cada partido ou federal; e
3) mudanças sobre a distribuição das sobras eleitorais – 80/20, com novo entendimento do TSE, sendo agora observado três etapas para ocupação das cadeiras tanto na Câmara distrital e federal:
Deputados distritais
A Câmara Legislativa do Distrito Federal é composta atualmente por 24 deputados distritais. A tabela a seguir apresenta a situação de cada parlamentar em relação à disputa eleitoral de 2026, indicando se buscará a reeleição ou se pretende concorrer a outro cargo:
Neste pleito de 2026, a tentativa de reeleição predomina entre os atuais deputados distritais. Dos 24 parlamentares, quatro não devem concorrer novamente ao cargo: Fábio Felix (Psol), Thiago Manzoni (PL) e Daniel Donizet (MDB) vão pleitear uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto Paula Belmonte (PSDB) deve disputar o Governo do DF. Em 2022, dos 18 deputados distritais que buscaram a reeleição, 12 foram reeleitos, o que representou renovação de metade da Câmara Legislativa do DF.
Partidos competitivos
Para um partido ou federação ter direito a uma vaga foram necessários nas eleições de 2022 obter 69.271 votos válidos. Das 24 vagas, 15 foram distribuídas inicialmente pelo quociente eleitoral e as nove demais pela regra de sobras.
Se as eleições de 2022 tivessem sido disputadas com os mesmos candidatos e respectivo desempenho dos partidos a projeção com o arranjo das fusões partidárias, janela partidária e a formação de novas federações o resultado teria sido este:
Com base nesses critérios, seis partidos ou federações aparecem em vantagem para ocupar cerca de 80% das cadeiras da CLDF.
O PSD, seria o partido que mais perderia na composição da Câmara. Isso ocorrer porque os deputados distritais Robério Negreiros (31.341 votos) que deixou o PSD e migrou para o Podemos; e Jorge Vianna (30.640 votos) que também saiu do PSD e filiou ao Democrata.
Também mudou de sigla os deputados distritais João Cardoso (17.579 votos) que saiu do Avante e se filiou ao PL e a deputada Paula Belmonte que deixou o Cidadania e se filiou ao PSDB em dezembro de 2025, candidata ao governo do DF.
Deputados federais
Nas eleições federais para deputado federal o DF possui 8 cadeiras, ocupadas atualmente pelos deputados: Alberto Fraga (PL), Bia Kicis (PL), Erika Kokay (PT), Fred Linhares (Republicanos), Júlio Cesar (Republicanos), Prof. Reginaldo Veras (PV), Rafael Prudente (MDB), Rodrigo Rollemberg (PSB). Somente as deputadas Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT) não disputa a reeleição e tentarão uma das duas vagas do Senado Federal.
Para um partido ou federação ter direito a uma vaga foram necessários nas eleições de 2022 obter 200.940 votos válidos. Das oito vagas, três foram distribuídas inicialmente pelo quociente eleitoral e as cinco demais pela regra de sobras.
Na hipótese de as eleições terem sido disputadas com os mesmos candidatos e com o mesmo desempenho eleitoral dos partidos em 2022, mas considerando o novo arranjo decorrente das fusões partidárias, da janela partidária e da formação de novas federações, o PSB perderia uma cadeira.
Nesse cenário, a federação PP/União Brasil conquistaria uma cadeira na distribuição das sobras. No entanto, a bancada do PSB deverá disputar a eleição com uma nominata mais competitiva, o que pode alterar essa projeção e reduzir as chances de perda da vaga.
Na expectativa geral, ressalvada um impacto do caso Master sobre a base do atual governo, os desistentes a reeleição à Câmara Distrital e Federal, que postulam outros cargos, e os nomes de candidato que tentam retornar a política, em especial, ex-governadores, nomes de fora do Estado e as coligações ao governo de Estado, o quadro atual favorece a uma renovação menor nos legislativos.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
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