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Lula reage às tarifas de Trump e defende reciprocidade comercial

Presidente Lula promete resposta tarifária ao pacote apresentado por Donald Trump, e cogita denúncia à Organização Mundial do Comércio

14/2/2025
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Presidente Lula enxerga contradição entre a política econômica historicamente adotada pelos Estados Unidos e o pacote de tarifas de Trump.Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula declarou, nesta sexta-feira (14), que o Brasil adotará medidas de reciprocidade caso os Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, imponham tarifas sobre produtos brasileiros, como aço e alumínio. Lula afirmou que poderá recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) ou retaliar comercialmente.

“Se taxar o aço brasileiro, nós vamos reagir comercialmente, ou vamos denunciar na Organização [Mundial] do Comércio, ou vamos taxar os produtos que a gente importa deles”, disse em entrevista à Rádio Clube do Pará?

A medida norte-americana faz parte do chamado "Plano Justo e Recíproco", anunciado por Trump na última quinta-feira (13). Segundo a Casa Branca, o objetivo do plano é corrigir desequilíbrios no comércio internacional e proteger a indústria norte-americana. Entre os pontos citados, Trump argumenta que o Brasil impõe uma tarifa de 18% sobre as exportações de etanol dos EUA, enquanto a tarifa americana para o mesmo produto é de apenas 2,5%?

Contradição americana

Lula contestou a política protecionista de Trump, classificando-a como contraditória em relação ao histórico liberal dos EUA no pós-guerra. “Eu acho que os Estados Unidos precisam pensar que eles, durante mais de 60 anos, incentivaram o mundo a um determinado posicionamento. O livre comércio era uma coisa que eles venderam de forma alucinada depois dos anos 80”, afirmou.

O presidente brasileiro ressaltou que o Brasil não busca atrito com nenhum país, mas garantiu que qualquer medida contra os interesses nacionais será respondida. “Se tiver alguma atitude com o Brasil, haverá reciprocidade, não tenho dúvida”?

Com o novo cenário tarifário, o governo brasileiro deve monitorar os impactos econômicos e avaliar os próximos passos, enquanto Trump avança com sua estratégia de endurecimento comercial.

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