A Instituição Fiscal Independente (IFI) manteve as suas previsões para a economia brasileira em 2025 no seu Relatório de Acompanhamento Fiscal de fevereiro, divulgado nesta quinta-feira (20). A instituição projeta as seguintes taxas para o ano:
- crescimento do PIB: 1,86%
- inflação (IPCA): 4,44%
- dólar: R$ 5,95
- taxa Selic (juros): 14,25% anuais
- dívida do governo: 81,42% do PIB
De acordo com a instituição, a valorização cambial do real em relação ao dólar pode atenuar as pressões inflacionárias. "A recente apreciação do real, supondo estabilidade nos demais fatores que impactam a inflação, pode reduzir parte das pressões sobre os preços ao consumidor, favorecendo a convergência da inflação à meta. Se a depreciação cambial voltar em um cenário de maior incerteza global e doméstica, o Banco Central poderá intensificar o aperto monetário para conter o avanço das expectativas inflacionárias, elevando o custo da desinflação sobre a atividade econômica", analisa a IFI.
A IFI também projeta um déficit primário de R$ 71 bilhões (0,56% do PIB) para 2025, o que fica dentro dos limites estabelecidos pela meta fiscal. Neste cenário, contingenciamentos seriam desnecessários, mas o governo teria que fazer um bloqueio de R$ 18,6 bilhões e o direcionamento de R$ 15,7 bilhões para reservas. O relatório ainda destaca a contribuição da execução orçamentária externa de R$ 12,5 bilhões do programa Pé-de-Meia e R$ 8 bilhões do Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais ou Financeiro-Fiscais (FCBF), estabelecido pela reforma tributária, para o alcance da meta fiscal.