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Comissão do Senado discute grupo para se defender de tarifas dos EUA

Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado pode criar grupo de trabalho para desenvolver estratégias que protejam o Brasil dos impactos das tarifas do Donald Trump.

20/4/2025
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A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal discute na próxima terça-feira (22) a criação de um grupo de trabalho específico para formular estratégias de proteção ao Brasil dos impactos negativos das tarifas impostas pelos Estados Unidos da América (EUA) sobre o comércio internacional. A medida foi proposta pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da comissão.

Sessão da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.Roque de Sá/Agência Senado

Nelsinho Trad sugere que um grupo de, no mínimo, dez consultores e assessores parlamentares do Senado se dedique ao estudo de políticas de incentivo às exportações brasileiras. Também propõe a análise das estratégias de negociação internacional adotadas pelo Brasil e a avaliação das infraestruturas que conectam os países sul-americanos, como rodovias e rotas de navegação. O senador argumenta que as novas tarifas americanas indicam uma tendência para um comércio internacional mais volátil e protecionista, priorizando as indústrias nacionais em detrimento da importação de produtos estrangeiros. "Esse Congresso Nacional não deve ser apenas um mero ratificador de acordos internacionais, mas um interlocutor proativo. Entendemos que o Brasil precisa estar preparado para enfrentar esse momento crítico em suas relações comerciais, de modo a resguardar a competitividade das suas cadeias produtivas e os empregos", afirma Trad.

Pauta da reunião

A pauta também inclui a sabatina de diplomatas indicados para as embaixadas do Brasil no exterior. Serão sabatinados:

  • Sérgio Rodrigues dos Santos, para a embaixada na Rússia e Uzbequistão;
  • André Veras Guimarães, para o Irã;
  • Eduardo Paes Saboia, para a Áustria;
  • Paulo Uchôa Ribeiro Filho, para o Iêmen.

Após aprovação na CRE, os nomes dos indicados serão submetidos à votação no Plenário para a confirmação da nomeação.

Outro item na pauta é um requerimento do senador Esperidião Amin (PP-SC) que solicita a avaliação das políticas públicas de segurança cibernética em 2025. Este requerimento retoma o tema analisado pela CRE em 2024, também a pedido de Amin. O senador associa os ataques cibernéticos aos golpes online e aos prejuízos econômicos no país. Segundo Amin, o enfrentamento das "ameaças cibernéticas que crescem, vertiginosamente, com ciberataques em todas as áreas da sociedade" representa um desafio para o Brasil e o mundo.

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