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Direitos das Mulheres
Congresso em Foco
12/3/2026 9:16
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados elegeu a deputada Erika Hilton (Psol-SP) como presidente na quarta-feira (11). Em votação marcada por críticas da oposição, a parlamentar recebeu 11 votos favoráveis contra dez votos em branco. Com a eleição, Erika se torna a primeira mulher trans a ocupar a presidência da comissão.
Na mesma sessão, também foram eleitas as vice-presidentes da comissão. Laura Carneiro (PSD-RJ) assumirá a 1ª vice-presidência, Delegada Adriana Accorsi (PT-GO) ocupará a 2ª vice-presidência e Socorro Neri (PP-AC) ficará com a 3ª vice-presidência. Todas obtiveram os mesmos 11 votos, com dez votos em branco em cada uma das escolhas.
Oposição
No primeiro turno da eleição, o colegiado somou dez votos favoráveis e 12 votos brancos. A deputada Chris Tonietto (PL-RJ) solicitou então que não houvesse um segundo turno, mas a então presidente Célia Xakriabá (Psol-MG) rebateu o comentário e prosseguiu com o pleito.
Chris Tonietto criticou a escolha de uma mulher trans para presidir a comissão, apesar de afirmar que o problema em eleger Erika Hilton era ideológico.
"Não podemos concordar com a entrega desta comissão, que deveria zelar pela dignidade da mulher, da vida e da família, a uma pauta que desvirtua a própria essência feminina."
Por distribuição do Colégio de Líderes da Câmara, a presidência do colegiado pertence ao Psol, partido de Erika Hilton, o que significa que qualquer presidente eleita seria do mesmo pensamento partidário.
A deputada Clarissa Tércio (PP-PE) também se opôs à eleição ao afirmar que Erika "não sabe como é ser mulher", porque nunca gerou um bebê, amamentou ou menstruou. Segundo a parlamentar, sem essa experiência, a presidente não pode representar os direitos femininos.
Prioridades
A deputada afirmou durante sua posse que irá conduzir a gestão com diálogo, foco na proteção das mulheres e atenção às múltiplas realidades femininas no Brasil.
Em seu discurso, a parlamentar reiterou o simbolismo de sua presidência que, segundo Erika, trará maior alcance ao debate promovido pela comissão.
"Esta presidência não é apenas um nome, é o símbolo de uma democracia que se expande. Minha gestão tratará de todas as mulheres: das mães solo, das mulheres trabalhadoras, das mulheres negras, indígenas e das que lutam por sobrevivência e dignidade em todos os cantos deste país."
Entre as prioridades anunciadas estão a fiscalização da rede de proteção às mulheres, o acompanhamento das Casas da Mulher Brasileira, o enfrentamento à violência política de gênero e a promoção de políticas de saúde integral para as mulheres.
Quanto às críticas, Erika reiterou que as mulheres brasileiras não estão preocupadas com quem preside a comissão, mas com seus direitos a serem defendidos.
"Meninas e mulheres em todo o território nacional não estão preocupadas se é a deputada Erika que está nesta cadeira, ou quem quer que seja, estão preocupadas com como é que vão salvar as suas vidas."
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