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Câmara aprova política de combate à violência contra mulheres do campo

Proposta prevê ações de apoio psicológico, jurídico e econômico para combater a violência de gênero nas comunidades rurais do país.

8/5/2025
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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 4695/2024, que institui uma política nacional de enfrentamento à violência contra a mulher em áreas rurais. De autoria do deputado Fausto Pinato (PP-SP), a proposta recebeu parecer favorável da relatora, deputada Marussa Boldrin (MDB-GO).

Isolamento geográfico e falta de serviços agravam a vulnerabilidade de mulheres rurais, dificultando denúncias e acesso à proteção.EBC

Segundo a relatora, o texto oferece respostas concretas à violência vivida por mulheres no campo, onde a distância dos centros urbanos e a escassez de serviços essenciais, como saúde e proteção social, ampliam a vulnerabilidade das vítimas. "Essas adversidades, profundamente ligadas à opressão de gênero, contribuem para perpetuar o silenciamento dessas mulheres, dificultando sua luta por direitos e segurança", afirmou Marussa.

A parlamentar destacou ainda que a proposta está em sintonia com os compromissos pela igualdade de gênero, beneficiando não só as mulheres, mas o desenvolvimento das comunidades rurais.

Diretrizes da política

A política nacional deverá ser adotada por estados e municípios e prevê uma série de ações integradas, entre elas:

  • Campanhas de conscientização sobre os direitos das mulheres;
  • Fortalecimento de redes locais de apoio, com envolvimento de líderes comunitários, professores e profissionais de saúde;
  • Ações de capacitação para promover a autonomia econômica feminina;
  • Expansão do acesso aos serviços de saúde e apoio psicológico;
  • Formação específica para agentes de segurança pública e operadores da Justiça;
  • Criação de clínicas jurídicas móveis e canais de orientação gratuita para obtenção de medidas protetivas;
  • Desenvolvimento de aplicativos com informações para mulheres em situação de risco;
  • Promoção de emprego e renda no meio rural;
  • Monitoramento constante das ações implementadas;
  • Coordenação intersetorial com programas públicos já existentes.

O projeto segue em caráter conclusivo e ainda será apreciado por outras três comissões da Câmara: Defesa dos Direitos da Mulher; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovado nesses colegiados, seguirá para votação no Senado antes de ser sancionado.

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