Após encerrar os interrogatórios dos oito réus do Núcleo 1 da trama golpista, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta terça-feira (10) a medida cautelar que impedia os réus de manterem contato entre si.
Durante a fase de instrução, os réus estavam proibidos de se comunicar. Com o encerramento dos depoimentos, Moraes considerou a restrição desnecessária.
Na mesma decisão, o ministro concedeu um prazo de cinco dias para que as defesas apresentem pedidos complementares ou solicitem novas diligências.
Nesta terça-feira foram ouvidos o general Augusto Heleno, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto, preso cautelarmente desde 14 de dezembro de 2024.
O interrogatório dos réus representa uma das etapas finais da ação penal. A expectativa é de que o julgamento, que definirá a condenação ou absolvição de Bolsonaro e dos demais acusados, ocorra no segundo semestre de 2025.
Nos dois dias de audiência, Moraes interrogou os oito integrantes do que foi classificado como o "núcleo central" da tentativa de golpe. São eles:
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator;
- Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF;
- Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
- Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, além de ex-candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022.