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Coronel Tadeu assume cadeira de Carla Zambelli na Câmara

Militar da reserva assume vaga após Câmara autorizar afastamento de Zambelli.

16/6/2025
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O suplente Coronel Tadeu (PL-SP) tomou posse nesta segunda-feira (16) como deputado federal, ocupando a vaga de Carla Zambelli (PL-SP). A substituição foi formalizada após a Câmara acatar pedido de licença médica de 127 dias apresentado pela parlamentar, foragida na Itália. A posse ocorreu durante a sessão plenária e marca o retorno de Tadeu à Casa dois anos após deixar o Parlamento, ao não se reeleger nas eleições de 2022.

Ex-deputado entre 2019 e 2022, Marcio Tadeu é coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Foi eleito pelo antigo PSL e atuou como vice-líder do PL. Em 2022, não conseguiu se reeleger, mas permaneceu ativo nas redes sociais e teve breve passagem pelo gabinete do senador Marcos Pontes (PL-SP).

Ex-deputado volta ao cargo após ficar fora da Câmara desde 2022.Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em seu discurso de posse, Tadeu criticou a gestão do governo Lula e prestou homenagem à sua titular. "Para mim é uma honra mas também uma tristeza muito grande estar nesse momento, uma vez que estou substituindo uma colega que nesse momento passa algumas dificuldades", disse.

Mandato de polêmicas

Durante seu primeiro mandato, Coronel Tadeu ganhou notoriedade ao arrancar um cartaz sobre violência policial, exposto em corredor da Câmara às vésperas do Dia da Consciência Negra. O episódio lhe rendeu uma censura verbal do Conselho de Ética da Casa.

Na pandemia, adotou discurso crítico às medidas sanitárias e foi internado com covid-19 após contestar diagnósticos da doença. Apesar de ter passado por ventilação mecânica, defendeu o uso de medicamentos sem eficácia comprovada e seguiu alinhado ao discurso bolsonarista.

Cassação em trâmite

Carla Zambelli deixou o país em maio após ser condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça. A pena inclui perda do mandato, ainda pendente de deliberação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário da Câmara. Se confirmada a cassação, Tadeu permanecerá em sua cadeira até o fim do mandato.

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