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Brics defendem zona livre de armas nucleares no Oriente Médio

Bloco condena ataques israelenses ao Irã e pede solução pacífica para crise na região.

24/6/2025
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Os países do Brics divulgaram nesta terça-feira (24) uma declaração conjunta em que pedem a criação de uma zona livre de armas nucleares no Oriente Médio. No texto, os governos manifestam "profunda preocupação com os ataques militares contra a República Islâmica do Irã desde o dia 13 de junho", classificando-os como violações ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas.

No comunicado, os governos alertam que "as consequências [do conflito] para a paz e a segurança internacionais, bem como para a economia global, são imprevisíveis". Os Brics solicitam que as partes envolvidas usem os "canais de diálogo e diplomáticos existentes" para buscar a resolução pacífica de suas diferenças.

Declaração conjunta reforça apelo por pacificação e respeito ao direito internacional.Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Os países membros também se dizem preocupados com as consequências dos ataques aéreos israelenses e americanos a instalações nucleares iranianas, que, segundo o texto, devem ter sua segurança respeitada mesmo em tempos de guerra. Reafirmam, ainda, "a necessidade de estabelecimento de uma zona livre de armas nucleares e outras armas de destruição em massa no Oriente Médio".

O Irã é membro do bloco dos Brics, assim como a Arábia Saudita, seu principal rival na disputa por influência política e militar no Oriente Médio. O grupo também inclui três potências nucleares (China, Rússia e Índia), além da África do Sul, único país que já abriu mão de seu programa de defesa nuclear.

Paz frágil

A declaração foi publicada um dia após o início da trégua entre Irã e Israel na noite de segunda-feira (23), mediada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O governo israelense planejava até então dar andamento a um novo ataque aéreo contra Teerã.

Israel e Irã estão em uma trégua frágil desde então. O cessar-fogo prevê pausas alternadas nos ataques, com início por Teerã e sequência por Tel Aviv. Os dois lados continuam alegando violações do acordo.

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