Notícias

Deputado Marcos Pollon cobra Lewandowski por informação sobre CACs

Parlamentar critica transição de registros de CACs para a Polícia Federal e quer explicações sobre novas regras para atiradores e caçadores.

6/7/2025
Publicidade
Expandir publicidade

O deputado Marcos Pollon (PL-MS) cobrou esclarecimentos do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, sobre a transição dos serviços dos CACs (colecionadores, atiradores e caçadores) do Exército para a Polícia Federal. Segundo o parlamentar, faltam informações claras sobre os novos fluxos, critérios, sistemas e formas de atendimento após a publicação da Instrução Normativa 311/2025 da PF.

Pollon argumenta que a ausência de orientações fere princípios como publicidade e segurança jurídica. Ele também convocou audiência pública na Comissão de Segurança Pública para debater os impactos administrativos e legais da mudança.

O deputado Marcos Pollon (PL-MS) assina o requerimento.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Incertezas e cobranças

Com quase 950 mil CACs registrados no país, Pollon afirma que a transição tem gerado insegurança entre os praticantes legais dessas atividades. O deputado criou uma subcomissão especial na Câmara para fiscalizar a atuação da PF nesse processo e já solicitou visita técnica ao setor responsável pelo controle de armas.

Além disso, protocolou requerimento formal pedindo que o ministro esclareça pontos centrais sobre a nova estrutura. As perguntas encaminhadas por Pollon ao Ministério da Justiça incluem:

  • Qual será a estrutura mínima (pessoal, equipamentos e sistemas) nas unidades da PF a partir de 1º de julho de 2025?
  • Qual será o regime de atendimento (presencial, online ou misto) e o horário de funcionamento das unidades?
  • Haverá uniformização nacional dos procedimentos para pedidos de aquisição, transferência, registro e apostilamento de armas?
  • Qual será o prazo médio para tramitação de processos como aquisição de armas, concessão de CRs e emissão de guias de tráfego?
  • Qual sistema será utilizado para gestão e acesso aos serviços?
  • Como se dará a interoperabilidade entre os sistemas do Exército (Sigma, SisFPC, SisGCorp) e os novos da PF?
  • Os processos já em andamento no Exército serão automaticamente migrados? Qual o cronograma?
  • A PF manterá atendimento em aeroportos para liberação de tráfego de armas e munições, inclusive em regime de plantão?
  • Como será garantida a segurança dos dados pessoais dos CACs, sobretudo diante do uso de empresas terceirizadas?
  • Haverá transparência ativa, com divulgação pública de dados estatísticos sobre a gestão dos CACs?
  • Como será feita a capacitação dos servidores da PF para atender CACs, e qual a base normativa para a fiscalização das atividades?

O deputado afirma ainda que, convidados para prestar esclarecimentos sobre a transição, representantes da PF e do Exército não compareceram às reuniões da comissão de Segurança. Pollon agora pressiona por respostas formais do Ministério da Justiça.

Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas

Artigos Mais Lidos