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Deputado investigado teve mais de R$ 120 milhões em emendas desde 2020

Em 2020, o valor de emendas empenhado pelo parlamentar era de R$ 15,9 milhões. No último ano, a cifra cresceu para R$ 37,8 milhões, o equivalente a mais do que o dobro do recorte.

8/7/2025
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Expulso do PL pelo próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado Júnior Mano (PSB-CE) tornou-se alvo, nesta terça-feira (8), de operação da Polícia Federal que apura o desvio de recursos públicos e fraudes em contratos em municípios do Ceará. Conforme dados disponíveis no Portal da Transparência, de 2020 até 2024, o parlamentar empenhou o total de R$ 120,5 milhões.

A investigação aponta que o parlamentar estaria envolvido no repasse irregular de emendas parlamentares para prefeituras do Ceará, com parte dos recursos sendo desviada para financiar campanhas eleitorais. Além do deputado, outras cinco pessoas são alvo dos mandados. Gilmar Mendes também autorizou o bloqueio de R$ 54,6 milhões em ativos de investigados e a apreensão de dados de celulares.

Em 2020, o valor de emendas empenhado pelo parlamentar era de R$ 15,9 milhões. No último ano, a cifra cresceu para R$ 37,8 milhões, o equivalente a mais do que o dobro do recorte. Confira abaixo a evolução do empenho de emendas.

Valor das emendas de Junior Mano.Reprodução/Portal da Transparência

O município cearense com mais recursos recebidos foi Nova Russas, cidade natal do parlamentar e atualmente governada pela esposa do deputado, a prefeita Giordanna Mano (PRD). Com 30 mil habitantes, segundo o censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município recebeu R$ 4,4 milhões.

Junior Mano.Mario Agra/Câmara dos Deputados

Esquema envolvia emendas, empresas e prefeituras

Segundo a PF, o grupo criminoso articulava o direcionamento de verbas públicas a prefeituras mediante pagamento de propina, além de manipular licitações em favor de empresas ligadas ao esquema. Os crimes investigados incluem lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica e captação ilícita de sufrágio.

O nome de Júnior Mano surgiu nas investigações após uma prefeita denunciar, ainda em 2022, que aliados do deputado negociavam o repasse de emendas com retorno financeiro irregular. Ao menos 51 municípios cearenses teriam recebido os recursos, usados para consolidar a base política do grupo.

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