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Haddad diz que ataque dos EUA ao Pix é como "defender telefone fixo"

Ministro da Fazenda diz que é preciso buscar alguma racionalidade no debate e que o Brasil segue na mesa de negociações

21/7/2025
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (21) que é uma "insanidade" achar que o Pix é uma ameaça aos Estados Unidos. A declaração foi feita em entrevista à rádio CBN.

O sistema de pagamentos Pix, operado pelo Banco Central no Brasil, é um dos alvos do processo de investigação comercial aberto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para investigar supostas práticas comerciais desleais no Brasil. O documento de abertura da investigação cita "práticas injustas" envolvendo "serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo".

O ministro Fernando Haddad diz que reclamações com relação ao Pix são "insanidade".Gabriela Biló/Folhapress

Haddad, na entrevista, disse que o desconforto dos Estados Unidos com o Pix é "mais surpreendente ainda". Segundo ele, "é a mesma coisa que alguém defender telefone fixo, em detrimento do celular".


"Temos que buscar alguma racionalidade na conversa com eles. Porque, se nós deixarmos prosperar a insanidade de imaginar que o Pix possa ser uma ameaça ao império americano, [...] onde nós vamos parar?"


"Nós vamos tirar o Pix do ar? Qual que é a solução?", perguntou Haddad.

Na mesa de negociação

O ministro da Fazenda declarou que o Brasil deve buscar a "racionalidade econômica" na reação ao tarifaço anunciado por Donald Trump. Segundo ele, o país já esperava alguma ação do governo norte-americano contra o Brasil por conta da atuação da família Bolsonaro. No final, porém, todos teriam sido surpreendidos com o anúncio dos impostos, algo muito mais grave do que se projetava. "Esta atitude que foi tomada, pela dimensão, pela escala, é algo que ninguém poderia prever", disse Haddad.

Segundo o ministro da Fazenda, o governo não deixará de dialogar com os EUA, justamente por estar buscando essa racionalidade. "O Brasil jamais saiu e jamais sairá da mêsa de negociação", disse na entrevista, "porque não há compreensão da nossa parte que essa situação perdure".

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