A condenação histórica do ex-presidente Jair Bolsonaro por crimes contra a democracia repercutiu entre os alidos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O conselheiro sênior do republicano, Jason Miller, reagiu duramente à condenação de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma série de publicações na rede social X, na noite de quinta-feira (11), ele chamou os ministros responsáveis pelo julgamento de "juízes fraudulentos" e prometeu que seriam lembrados por suas decisões.
Miller afirmou também que o ministro Alexandre de Moraes seria uma "vergonha para os ideais de democracia e equidade judicial".
Moraes, entretanto, não foi o único integrante da 1ª Turma a ser alvo do conselheiro. Sobre Cristiano Zanin, Miller afirmou que "sua cumplicidade ficará marcada para sempre na história". Já a ministra Cármen Lúcia foi chamada de "aliada de um tribunal fraudulento", enquanto Luiz Fux teria, segundo ele, "se curvado diante de uma perseguição política". O ministro Flávio Dino também foi mencionado como parte de uma "farsa judicial".
Miller encerrou sua "thread" declarando que: "Embora eu não possa falar oficialmente pela administração @POTUS @realDonaldTrump, prometo a vocês isto: os juízes fraudulentos que perpetram essa guerra jurídica contra o presidente Jair Bolsonaro e o povo do Brasil serão lembrados e responsabilizados por suas ações antidemocráticas, todos os dias, pelo resto de suas vidas miseráveis", escreveu.
A condenação de Bolsonaro, que recebeu pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes contra a democracia, também provocou reação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que afirmou em suas redes sociais que "Os Estados Unidos responderão adequadamente a essa caça às bruxas".
As críticas se somam a medidas já anunciadas pelo governo Trump. No início de agosto, os Estados Unidos passaram a cobrar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, usando o julgamento de Bolsonaro como justificativa. Ministros do STF também foram alvo de sanções, incluindo a suspensão de vistos. Entre as medidas mais severas, o ministro Alexandre de Moraes foi enquadrado na Lei Magnitsky, que prevê restrições a serviços financeiros de empresas norte-americanas