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Ao vivo: CPMI do INSS ouve ministro da CGU sobre descontos ilegais

Vinicius Carvalho fala sobre conclusões de auditorias da CGU, falhas estruturais que levaram ao golpe e medidas tomadas para evitar novas fraudes.

2/10/2025
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS ouve nesta quinta-feira (2) o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Carvalho. Esta é a 13ª reunião da comissão criada para investigar descontos ilegais em aposentadorias e pensões. Acompanhe a transmissão:

A CPMI apura um esquema que, segundo estimativas preliminares, teria causado prejuízos de R$ 6,3 bilhões a R$ 8 bilhões entre 2019 e 2024. O mecanismo envolvia associações de fachada, empresários, servidores públicos e intermediários, que usaram autorizações falsas para aplicar descontos de mensalidades diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas.

A investigação ganhou força após a operação Sem Desconto, deflagrada em abril pela Polícia Federal em conjunto com a CGU, que revelou a dimensão das fraudes.

Por que o ministro é ouvido

Parlamentares afirmam que a presença de Vinicius Marques de Carvalho é essencial para esclarecer:

  • As conclusões das auditorias da CGU;
  • As falhas estruturais que possibilitaram a prática dos golpes;
  • As medidas adotadas para evitar que novos episódios ocorram.

Os convites para que o ministro comparecesse à comissão foram apresentados pelo deputado Duarte Jr. (PSB-MA) e pelos senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Soraya Thronicke (Podemos-MS).

O que mais está na pauta

Além de ouvir o depoimento do ministro, a CPMI deve analisar 97 requerimentos, entre eles:

  • convocações de autoridades e suspeitos;
  • pedidos de documentos;
  • quebras de sigilo;
  • e outras medidas de investigação.

Prazo da comissão

Instalada em agosto de 2024, a CPMI do INSS é formada por 16 senadores e 16 deputados titulares, além de suplentes. O prazo de funcionamento vai até 28 de março de 2026.

A expectativa dos parlamentares é que, até lá, o colegiado consiga dimensionar os prejuízos, identificar os responsáveis e propor medidas para proteger os aposentados e pensionistas de novos golpes.

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