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Ministério da Saúde registra 225 casos de intoxicação por metanol

Consumo de bebidas adulteradas provoca mortes e preocupa autoridades da Saúde.

6/10/2025
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Dados divulgados no domingo (5) pelo Ministério da Saúde indicam a ocorrência de 225 casos de intoxicação por metanol, decorrentes da ingestão de bebidas alcoólicas, abrangendo tanto casos confirmados quanto aqueles sob investigação. As informações, provenientes dos estados, são compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).

Em âmbito nacional, foram confirmados 16 casos, enquanto 209 permanecem em fase de investigação. São Paulo concentra a maior parte dos registros, com 192 casos (14 confirmados e 178 em investigação). O estado do Ceará notificou seu primeiro caso suspeito. Ao todo, 13 estados registraram notificações: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rondônia, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará. Bahia e Espírito Santo tiveram casos descartados.

São Paulo concentra a maior parte dos mais de 200 casos registrados. Freepik

No que tange à notificação de óbitos, o país contabiliza 15 registros, sendo 2 óbitos confirmados em São Paulo e 13 em investigação, sendo:

  • 7 em São Paulo;
  • 3 em Pernambuco;
  • 1 no Mato Grosso do Sul;
  • 1 na Paraíba;
  • 1 no Ceará.

As intoxicações

O metanol é um líquido incolor e inflamável, usado como solvente e em indústrias de combustíveis, plásticos, tintas e medicamentos. A substância é altamente tóxica: pequenas doses ingeridas podem causar graves danos à saúde e levar à morte. A substância provoca dores de cabeça, náuseas, vertigem, alterações visuais e, em casos mais graves, pode levar à cegueira, coma e morte.

Segundo o Ministério da Saúde, os primeiros casos surgiram ainda no final de agosto. No fim de setembro, os relatos começaram a ganhar visibilidade, quando médicos em São Paulo identificaram pacientes apresentando sintomas típicos de intoxicação por metanol.

A troca de informações entre profissionais revelou que não se tratava de incidentes isolados, já que diversos hospitais registravam quadros semelhantes. Diferentemente de intoxicações comuns, muitas vezes ligadas ao consumo de combustível por pessoas em situação de vulnerabilidade, desta vez as vítimas haviam ingerido bebidas alcoólicas em bares, festas e encontros sociais, levantando a suspeita de que garrafas adulteradas estariam circulando no mercado.

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