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Saiba como fica a profissão de motorista de ambulância com a nova lei

Projeto aprovado pelo Congresso regulamenta a função, exige formação e inclui os motoristas na área da saúde. Conheça os principais pontos e a íntegra da proposta.

9/10/2025
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A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que regulamenta a profissão de condutor de ambulância em todo o país. O projeto de lei 2.336/2023, de autoria do deputado Vermelho (PL-PR) e relatado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ), define as atribuições, requisitos e direitos dos profissionais responsáveis pelo transporte de pacientes e pelo apoio às equipes de saúde em emergências médicas. O texto aprovado é o substitutivo do Senado, que voltou à Câmara com ajustes e foi mantido pelos deputados nessa quarta-feira (8). Para virar lei, a proposta precisa da sanção do presidente Lula. O prazo para a decisão é de até 15 dias.

Veja o texto aprovado

A nova lei reconhece o condutor de ambulância como o profissional encarregado de dirigir veículos terrestres destinados ao transporte de pacientes, resgate, suporte básico e suporte avançado de vida. Ficam fora da categoria os motociclistas e os profissionais registrados como socorristas ou resgatistas, que possuem formações próprias.

Veja os principais pontos do projeto aprovado pelo Congresso.Arte Congresso em Foco

As 10 atribuições básicas do condutor de ambulância

De acordo com o projeto aprovado, o condutor de ambulância deverá:

1. Conduzir o veículo de forma segura, respeitando as normas de trânsito e garantindo o conforto e a integridade do paciente e da equipe.

2. Zelar pelas condições de uso, limpeza e conservação da ambulância e dos equipamentos.

3. Auxiliar a equipe de saúde na movimentação e acomodação dos pacientes dentro do veículo.

4. Participar de ações de capacitação e reciclagem periódicas, mantendo-se atualizado em boas práticas de transporte de pacientes.

5. Apoiar a equipe de saúde em gestos básicos de suporte à vida, sempre que necessário e dentro dos limites de sua formação.

6. Atuar com sigilo e ética profissional, preservando a privacidade do paciente.

7. Cumprir normas de biossegurança, incluindo o uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs).

8. Registrar ocorrências e intercorrências durante o transporte, conforme protocolos da instituição.

9. Comunicar irregularidades e falhas mecânicas nos veículos ou equipamentos de forma imediata à chefia responsável.

10. Colaborar com a equipe multiprofissional, integrando-se às ações de atendimento pré-hospitalar e de remoção de pacientes.

Essas atribuições reforçam o papel do condutor não apenas como motorista, mas como parte essencial da equipe de saúde em situações de emergência e transporte de pacientes.

Requisitos para exercer a profissão

Para atuar como condutor de ambulância, o projeto estabelece os seguintes requisitos:

  • Idade mínima de 21 anos;
  • Ensino médio completo;
  • Carteira de habilitação compatível com o transporte de pacientes, conforme o Código de Trânsito Brasileiro;
  • Treinamento específico e reciclagem a cada cinco anos.

O texto aprovado retira a exigência das categorias D ou E da CNH, consideradas desnecessárias para o transporte de pacientes, e simplifica a habilitação exigida. Segundo a relatora Soraya Santos, a mudança "facilita o exercício da profissão sem comprometer a segurança".

Os profissionais terão cinco anos (60 meses) para se adequar às novas exigências de formação, habilitação e cursos.

Profissão reconhecida como da área da saúde

Os motoristas de ambulância passam a ser reconhecidos como integrantes da área da saúde, mas apenas para fins de acumulação de cargos públicos. Isso significa que eles poderão exercer outro cargo na saúde — como técnico de enfermagem, por exemplo —, desde que haja compatibilidade de horários e respeito aos períodos de descanso.

O texto também mantém a obrigatoriedade de registro profissional em sistemas oficiais de trabalhadores, com o código correspondente à profissão, garantindo o reconhecimento formal da categoria. A regulamentação é uma demanda antiga e deve padronizar a formação e a valorização dos condutores de ambulância, reconhecendo sua importância para o funcionamento do sistema de urgência e emergência. A relatora Soraya Santos afirmou que a proposta "traz segurança jurídica, valoriza os profissionais e melhora o atendimento à população".

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