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Ex-presidente Lula em entrevista sobre eleições 2022. Foto: Reprodução
O ex-presidente e pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PT, Lula, disse não ter receio de um golpe de Estado nas eleições deste ano. “O que acho é que ele [Bolsonaro] vai tentar fazer o que puder, mas temos que ter em conta que os militares são mais responsáveis que Bolsonaro”. Questionado se tinha medo de um atentado, no entanto, respondeu: “a turma dele é violenta”.
Na visão dele, Bolsonaro irá "pagar" pelos "ataques" à democracia.
"Essas bobagens que Bolsonaro fala não têm apoio dos militares da ativa, do alto comando. Ele só pode ser considerado chefe supremo quando é sério, fala coisa com coisa e respeita instituições. Ele fala 'meu Exército', mas não é dele. Ele foi expulso do Exército por má conduta. Então como a gente pode pensar em golpe? Não acredito em golpe, não acredito que as Forças Armadas pensem nisso. Se ele começar a brincar com democracia, ele vai pagar caro."
Lula concedeu entrevista ao UOL, na manhã desta quarta-feira (27). Assista:
Ao comentar sobre Forças Armadas, ele também destacou o apoio que deu aos militares durante o período em que esteve à frente da Presidência e falou da boa relação que estabeleceu com este poder.
“O que acho é que ele vai tentar fazer o que puder, mas temos que ter em conta que os militares são mais responsáveis que Bolsonaro. Eu convivi com os militares e posso dizer que não tenho queixa do comportamento das Forças Armadas, nem da Marinha, nem do Exército, nem da Aeronáutica. Eu mantive oito anos convivência da forma mais digna possível. Eles nunca me criaram um único problema, me ajudaram no que era possível ajudar”.
Lula também falou sobre aportes de recursos para investimentos em cursos para soldados e compra de aviões pelas Forças Armadas durante sua gestão. “A Aeronáutica não tinha nem mais avião. O avião estava aos frangalhos" acrescentou.
Ainda durante a entrevista o ex-presidente se comprometeu na derrubada de sigilos impostos durante a gestão Bolsonaro sobre documentos e informações oficiais. Ele também se posicionou contra a presença de um militar à Frente do Ministério da Defesa e falou que, uma vez eleito, o nome escolhido será de um civil.