A Polícia Federal encaminhou, na última sexta-feira (14), o indiciamento do ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, por importunação sexual. A apuração teve início após acusações apresentadas em 2024, período em que ele acabou desligado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as mulheres que relataram comportamentos inadequados estava a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
O relatório da investigação da PF foi enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que determinou que o caso seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República. Agora, o procurador-geral Paulo Gonet deverá avaliar o material e decidir se apresenta denúncia, se solicita novas apurações ou se determina o arquivamento do inquérito.
À época em que as denúncias contra Silvio Almeida vieram a público, Anielle Franco também comentou o caso em entrevista ao Congresso em Foco. Ela relatou que, após tornar seus relatos conhecidos internamente, passou a enfrentar críticas coordenadas sobre sua atuação, citando como exemplo duas cartas enviadas ao presidente Lula com cobranças sobre medidas adotadas por sua pasta.
Segundo Anielle, essas cartas reuniam até quatro assinaturas inverídicas e começaram a circular justamente depois que ela havia relatado episódios de assédio envolvendo o então ministro.