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"Ser chamado de réu é motivo de orgulho", diz Eduardo Bolsonaro

Deputado ironizou sobre aceitação de denúncia no STF e criticou internautas que comemoraram decisão.

17/11/2025
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O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ironizou em suas redes sociais a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o seu nome por coação no curso de processo. De acordo com o parlamentar, "ser chamado de réu num país onde esta mesma suprema corte, que me processa, solta bandidos é motivo de orgulho".

Eduardo Bolsonaro é réu por tentativa de interferência na ação penal contra acusados de envolvimento nos ataques às sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023, em especial no processo de seu pai, Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão. Com a aceitação da ação penal, fica aberta a fase de instrução processual, na qual a 1ª Turma do STF deverá ouvir os dois lados do processo e as testemunhas indicadas para decidir sobre o mérito da acusação.

Eduardo Bolsonaro é réu por coação no curso da ação penal do golpe, que culminou na condenação de seu pai.Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado está nos Estados Unidos desde fevereiro, e responde por ter articulado sanções junto ao governo americano contra autoridades brasileiras. A PGR atribui à sua atuação em Washington a revogação de vistos de ministros do STF, a inclusão do ministro Alexandre de Moraes na lista de alvos de restrições da Lei Magnitsky e as tarifas de importação sobre produtos brasileiros.

O congressista também reagiu às publicações celebrando o andamento do processo. "Os que celebram esta notícia [aceitação da denúncia] são pobres de espírito, frutos de sua própria ignorância", declarou. "Que Deus tenha piedade", completou.

Se condenado integralmente, Eduardo Bolsonaro poderá ter de cumprir de um a quatro anos de prisão, além de ter o mandato cassado. A Câmara dos Deputados pode, a pedido de seu partido, deliberar sobre a possibilidade de sustação da ação penal, medida adotada anteriormente nos julgamentos dos deputados Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Gustavo Gayer (PL-GO).

Veja a íntegra da publicação de Eduardo Bolsonaro:

Captura de tela.X/Reprodução

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