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Após noite na PF, Bolsonaro passará por audiência de custódia

Prisão preventiva de Bolsonaro será submetida à análise de juiz neste domingo (23).

23/11/2025
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Preso preventivamente na manhã de sábado (22), o ex-presidente Jair Bolsonaro será submetido neste domingo (23) a uma audiência de custódia, na qual deve ser decidida a manutenção ou revogação da restrição de liberdade. A reunião está prevista para acontecer por videoconferência, a partir das 12h.

A audiência servirá para avaliar tanto a legalidade da prisão preventiva em si quanto os elementos da abordagem policial. Ele poderá falar perante um juiz, acompanhado de advogado e com a presença de representante do Ministério Público. No sábado, o ex-presidente foi submetido também a um exame de corpo de delito. Ele segue preso na sala de Estado da Superintendência da PF.

Bolsonaro está detido na Superintendência da PF, com direito a sala de Estado.Pedro Ladeira/Folhapress

Além da audiência de custódia, está agendada uma reunião virtual na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual os ministros deverão analisar a decisão liminar de Alexandre de Moraes.

Entenda

Jair Bolsonaro teve a prisão preventiva decretada neste sábado (22) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após a Polícia Federal informar risco de fuga e a violação da tornozeleira eletrônica às 0h08 do mesmo dia. Durante análise pericial, Bolsonaro confessou que a tentativa de rompimento foi proposital: ele tentou derreter o instrumento com um ferro de solda.

A decisão converteu a prisão domiciliar em preventiva e determinou o recolhimento imediato do ex-presidente à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. O ex-presidente ficou detido na sala de Estado: pequeno quarto com cama, escrivaninha, ar condicionado, televisão, frigobar e armários próprios. Unidades parecidas foram disponibilizadas aos demais ex-presidentes presos em decisões anteriores.

A ordem foi fundamentada em dois pontos centrais: o rompimento do monitoramento eletrônico, a convocação de uma vigília por Flávio Bolsonaro nas imediações do condomínio do ex-presidente - o que, segundo Moraes, poderia tumultuar a fiscalização e facilitar a fuga - e as fugas de familiares e aliados. O ministro também ressaltou a proximidade do trânsito em julgado da condenação de Bolsonaro na Ação Penal 2.668.

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