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Davi quer identificar autores de ataques "Congresso inimigo do povo"

Presidente do Senado afirmou que ofensas buscam distorcer papel constitucional do Legislativo e anunciou que envolvidos serão revelados.

6/12/2025
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), utilizou a tribuna na quarta-feira (3) para reagir a ataques que, segundo ele, têm sido direcionados ao Congresso Nacional nos últimos dias. O senador destacou que, após autoridades chamarem o Parlamento de "inimigo do povo", a Polícia Legislativa das duas Casas já apura a origem dessas agressões.

"Alguns dias atrás era uma agressão infundada ao Congresso Brasileiro, quando algumas autoridades da República chamaram o Congresso Brasileiro de inimigo do povo. A polícia legislativa do Senado está investigando, a polícia legislativa da Câmara está investigando e logo mais nós teremos, e vamos trazer a público, aqueles que fizeram aquelas agressões contra o 'Congresso inimigo do povo'", afirmou.

Alcolumbre classificou como injustas as tentativas de desqualificar o papel constitucional do Legislativo e lembrou episódios recentes em que o Congresso, segundo ele, foi determinante para garantir estabilidade institucional e governabilidade. O presidente do Senado afirmou que se surpreende com a narrativa de que deputados e senadores atuariam contra os interesses da população, ao contrário do que considera ser o histórico recente da instituição.

Ao comentar críticas que tem recebido pessoalmente, Alcolumbre atribuiu a ofensiva ao processo de escolha do próximo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Desde que foi aberta a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, o Senado passou a ser alvo de acusações, segundo ele, por defender sua prerrogativa constitucional de analisar e votar nomes indicados pelo Executivo para a Corte.

Em sua fala, o senador reforçou que a sabatina e a votação do indicado, no caso, o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, constituem etapa obrigatória e não configuram tentativa de interferência na escolha presidencial.

"É a mesma coisa que a presidência está vivendo nos últimos dias, como se quisesse usurpar a prerrogativa de indicar. O ato de indicação de um ministro do Supremo Tribunal Federal é um ato jurídico administrativo complexo", disse.

Alcolumbre concluiu defendendo que as ofensas direcionadas ao Parlamento sejam devidamente esclarecidas e garantiu que haverá responsabilização.

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