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CPI do Crime Organizado
Congresso em Foco
9/3/2026 | Atualizado às 12:12
A CPI do Crime Organizado realiza, na quarta-feira (11), às 9h, a oitiva do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, para discutir a atuação de organizações criminosas no Estado e as medidas adotadas pelo governo gaúcho no combate à criminalidade.
Além da oitiva do governador, o colegiado pretende avançar nas investigações sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. Estão na pauta novos pedidos de quebra de sigilo e convocações de pessoas suspeitas de favorecer o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira. Os requerimentos foram apresentados pelos senadores Fabiano Contarato (PT-ES), Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (Novo-CE) e Humberto Costa (PT-PE).
Também está previsto o depoimento do empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Zettel foi detido pela Polícia Federal na quarta-feira (4), data em que já estava prevista sua participação na CPI. Segundo Girão, em requerimento apresentado à comissão, é comum que esquemas financeiros complexos utilizem familiares e empresas ligadas aos investigados para ocultar operações irregulares.
A comissão ainda poderá deliberar sobre pedidos de quebra dos sigilos fiscal, telefônico e telemático de Zettel. Há também solicitação de quebra de sigilo de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário".
Mourão foi preso pela Polícia Federal em 4 de outubro, sob suspeita de coordenar um grupo responsável por intimidar opositores de Vorcaro. Ele morreu no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, local que foi levado após tentar suicídio na superintendência da PF na capital mineira.
Outros requerimentos em análise preveem a convocação de Ana Claudia Queiroz de Paiva e Marilson Roseno da Silva, apontados como integrantes do grupo investigado. Também podem ser chamados os servidores do Banco Central do Brasil Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana, investigados por suposto favorecimento a Vorcaro.
A CPI também avalia ouvir o empresário Vladimir Timerman e o ex-senador Pedro Taques, que denunciaram irregularidades relacionadas ao Banco Master antes do início das investigações.
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