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Lula (PT) criticou neste sábado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/2022, também conhecida como PEC dos Auxílios. Foto: Reprodução/TV Globo
O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou neste sábado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/2022, também conhecida como PEC dos Auxílios. Segundo Lula, o presidente Jair Bolsonaro quer "comprar o povo" com seis meses de auxílio.
"Essa semana eu vi que ele [Bolsonaro] quer dar R$ 600 até dezembro. Ele quer dar mil reais para motoristas de caminhão até dezembro. Ele quer dar dinheiro pros taxistas até dezembro. Por que esse facista pensa que o povo vai ser tratado como se fosse ignorante ou gado? Ele acha que vai comprar dando um programa para seis meses", disse.
A PEC dos benefícios tramita na Câmara dos Deputados e prevê aumento do valor do Auxílio Brasil, antigo Bolsa-Família, amplia o Vale-Gás e cria um “voucher” para caminhoneiros. As medidas, no entanto, acabam em dezembro deste ano. Ja aprovada no Senado, a PEC aguarda votação na Câmara.
O texto prevê o repasse de R$ 41 bilhões para benefícios sociais até o final do ano como forma de diminuir o impacto gerado pela alta nos combustíveis e pela inflação dos alimentos. Paralelamente a isso, tenta amenizar os impactos negativos da crise econômica sobre a imagem de Bolsonaro, que tem amargado dificuldade em assumir o primeiro lugar na disputa eleitoral deste ano, conforme pesquisas eleitorais.
No Senado, a proposta foi aprovada de maneira quase unânime. Apesar das críticas da Oposição, apenas um senador votou contra: José Serra (PDSB-SP). O mesmo pode acontecer na Câmara, uma vez que os parlamentares consideram importante o aumento dos benefícios, mas questionam o período de pagamento de apenas seis meses.
Em discurso, Lula ainda incentivou ao recebimento os benefícios.
"O conselho que eu quero dar pra você é o seguinte: se o dinheiro cair na conta de vocês, peguem. Pegue e compre o que comer! Mas na hora de votar, dê uma banana neles e volte pra gente mudar a história desse país. É assim que a gente tem que fazer. Não recusa o dinheiro não. Não é covid, se cair pega", disse.
Partidos de esquerda realizam um ato em Diadema, em São Paulo, na manhã deste sábado (9). As siglas que compõem a coligação Vamos Juntos pelo Brasil são PT, PCdoB, PV, PSOL, PSB, Solidariedade e Rede.
O evento também teve participação do pré-candidato ao governo de SP Fernando Haddad (PT), e do pré-candidato ao Senado pelo PSB, Márcio França, que nesta sexta (8) anunciou que deixou a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes para compor a chapa de Haddad.