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Malafaia rejeita Flávio Bolsonaro e defende chapa Tarcísio-Michelle

Pastor afirmou que não irá "engolir" candidatura de Flávio.

17/12/2025
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O pastor Silas Malafaia criticou a iniciativa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de se colocar como possível candidato à Presidência da República e disse não concordar com a movimentação. Para ele, a alternativa mais viável no campo conservador seria uma chapa formada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como vice.

Em entrevista ao portal Metrópoles, Malafaia avaliou que o anúncio foi feito de forma "precipitada" e sem diálogo com aliados. Segundo o pastor, a decisão teria ocorrido em um momento de fragilidade emocional do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após condenações judiciais. Ele afirmou que política exige construção coletiva e não pode ser tratada como imposição.

Michelle e Silas Malafaia participam de manifestação na avenida Paulista que pede anistia e apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, durante ato pró-anistia do dia 7 de setembro.Allison Sales/Folhapress

"Eu sou um aliado, mas não sou alienado. Já discordei de Bolsonaro várias vezes e nunca perdi a amizade com ele. Isso é democrático", disse. Malafaia criticou a forma como o nome do senador foi apresentado como escolha definitiva do pai e disse que política não pode ser tratada como torcida organizada.

O pastor também afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não foi consultada previamente. Segundo ele, ao conversar com Michelle após a divulgação do tema, ouviu que ela também foi surpreendida com a informação.

Para Malafaia, o contexto emocional de Bolsonaro deveria ter sido levado em conta antes de qualquer anúncio. Ele afirmou que decisões tomadas sob forte carga emocional tendem a ser equivocadas e não podem definir o rumo de uma eleição presidencial.

"Não vou engolir. Sou psicólogo, sei o que estou falando. A pessoa, quando se sente injustiçada, pode levar à angústia e a quadros de depressão. Então, como o filho de Bolsonaro, numa conversa particular, em um momento emocional de Bolsonaro, ele vai lá e tira a candidatura e chega aqui e diz: 'Meu pai diz que sou eu e acabou. Na-na-ni-na-não. Não é assim. Temos que entender que é uma construção."

Ao analisar o ambiente político, o pastor disse não perceber entusiasmo nem mesmo entre eleitores da direita em relação ao nome de Flávio Bolsonaro. Na avaliação dele, a reação fria de apoiadores e a ausência de ataques da esquerda indicariam que o senador não seria visto como um adversário forte. "Qual foi a empolgação? Nenhuma. É só observar as reações", declarou.

Malafaia também criticou o que chamou de atuação recorrente da esquerda nas disputas eleitorais, com uso de campanhas de desgaste e desinformação. Para ele, o fato de Flávio não ter sido alvo desse tipo de ataque reforça a tese de que sua candidatura não preocupa adversários.

Ao final, o pastor reiterou sua defesa de uma composição liderada por Tarcísio de Freitas, com Michelle Bolsonaro na vice. Segundo ele, Michelle reúne atributos eleitorais relevantes, como forte apoio entre evangélicos, identificação com mulheres conservadoras e ligação com o Nordeste.

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