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Perícia médica indica cirurgia para tratar hérnia de Bolsonaro

Laudo do Instituto Nacional de Criminalística confirma que ex-presidente sofre de hérnia inguinal e recomenda bloqueio de nervo para tratar soluços.

19/12/2025
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A perícia médica feita no ex-presidente Jair Bolsonaro concluiu que ele apresenta hérnia inguinal bilateral e deverá passar por cirurgia. O exame foi realizado por uma junta do Instituto Nacional de Criminalística.

De acordo com o laudo, a intervenção é considerada eletiva, ou seja, não urgente, mas necessária. Os peritos indicaram que o quadro clínico de Bolsonaro piorou progressivamente nos últimos meses, em razão de sintomas persistentes, como soluços e tosse crônica, que aumentam a pressão abdominal.

Peritos indicaram que o quadro clínico de Bolsonaro piorou progressivamente nos últimos meses.Pedro Ladeira/Folhapress

O documento detalha que exames realizados em agosto não identificaram a presença da hérnia. Já em novembro, o diagnóstico apontava uma hérnia inguinal unilateral, que evoluiu para o quadro atual confirmado por ultrassonografia e avaliação física recente.

Além da hérnia, os peritos também avaliaram o problema de soluços, uma das principais queixas do ex-presidente. A junta médica sugeriu o bloqueio do nervo frênico como tratamento adequado. Segundo o laudo, o procedimento deve ser feito o quanto antes, devido à ineficácia dos tratamentos já realizados e ao impacto dos sintomas na alimentação e no sono de Bolsonaro.

"No tocante ao quadro de soluços, o bloqueio do nervo frênico é tecnicamente pertinente. Quanto à tempestividade do procedimento, esta Junta Médica entende que deve ser realizado o mais breve possível, haja vista a refratariedade aos tratamentos instituídos, a piora do sono e da alimentação, além de acelerar o risco das complicações do quadro herniário, em decorrência do aumento da pressão intra-abdominal."

A avaliação médica integra os procedimentos periciais determinados pela Justiça em meio às investigações que envolvem o ex-presidente. O documento já foi encaminhado ao ministro do STF Alexandre de Moraes, relator da execução penal do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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