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Trump cancela nova ofensiva após Venezuela libertar presos políticos

O presidente dos EUA disse que gesto foi "sinal de paz", mas manterá navios na região.

9/1/2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (9) o cancelamento de uma segunda onda de operações militares planejadas contra a Venezuela, após avanços na cooperação bilateral e a libertação de parte de prisioneiros políticos pelo governo de Caracas. A decisão foi comunicada por Trump em sua plataforma de mídia social e representa uma mudança de tom nas tensões entre os dois países.

Segundo o líder americano, a liberação de detidos foi interpretada como um gesto de paz por parte das autoridades venezuelanas.

"A Venezuela está libertando um grande número de presos políticos como sinal de que está 'buscando a paz. Por essa cooperação, cancelei a segunda onda de ataques, que não parece mais ser necessária."

Trump anunciou suspensão de nova ofensiva. Reprodução/Truth Social

Trump destacou que, apesar do cancelamento das ações adicionais, navios militares permanecerão posicionados na região por "questões de segurança e proteção".

O anúncio ocorre em um contexto de intensa atividade diplomática e movimento militar na região desde o início do ano. Na primeira semana de janeiro, uma operação militar liderada pelos EUA resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, desencadeando críticas e uma reação política global. Pouco depois, autoridades em Caracas divulgaram a soltura de diversos opositores, incluindo líderes políticos e ativistas, como Rocío San Miguel e Enrique Márquez, em um gesto que chamou atenção internacional.

Apesar do cancelamento dos ataques previstos, a estratégia americana não foi descartada integralmente: Trump afirmou que elementos militares continuarão em posição no Caribe e que o governo manterá diálogo com petroleiras para investimentos em infraestrutura energética venezuelana, incluindo planos de aportes na ordem de US$ 100 bilhões.

A movimentação também ocorre em meio a esforços do Congresso dos EUA para limitar a capacidade do presidente de conduzir ações militares unilaterais sem autorização formal do Legislativo. Na quinta-feira (8), o Senado aprovou uma resolução bipartidária voltada a restringir mandatos presidenciais de uso da força contra a Venezuela, um reflexo da crescente preocupação entre legisladores sobre a condução da política externa pelos EUA.

Críticos internacionais saudaram a trégua temporária como um sinal de que canais de diálogo podem ser ampliados, ao mesmo tempo em que observadores ressaltam que a libertação de presos não elimina as tensões estruturais entre os dois países. Grupos de direitos humanos continuam monitorando a situação no país sul-americano, onde centenas de opositores seguem detidos em meio a um histórico de repressão política.

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