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Lula nomeia secretário-executivo como ministro interino da Justiça

Manoel Carlos de Almeida Neto assume a pasta após a saída de Ricardo Lewandowski, enquanto Planalto avalia nomes para a definição do comando definitivo do ministério.

10/1/2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou na sexta-feira (9) Manoel Carlos de Almeida Neto como ministro interino da Justiça e Segurança Pública. Atual secretário-executivo da pasta, ele substitui Ricardo Lewandowski, cuja saída foi oficializada no mesmo decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU).

Lewandowski formalizou o pedido de demissão em carta enviada ao presidente na quinta-feira (8). No documento, afirmou que a exoneração se deu por motivos de ordem pessoal e familiar. O ex-ministro estava à frente da pasta desde fevereiro de 2025, após se aposentar do STF.

Manoel Carlos de Almeida Neto assume o Ministério da Justiça interinamente.Manoel Carlos de Almeida Neto

Quem é Manoel Carlos de Almeida Neto

Com mais de duas décadas de atuação no campo jurídico, Manoel Carlos de Almeida Neto construiu trajetória que combina carreira acadêmica e experiência na administração pública. É doutor e pós-doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Direito Público pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atuou como professor convidado da USP entre 2012 e 2020.

No setor público, ocupou cargos estratégicos, como procurador-geral municipal e secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do STF. Desde que assumiu a Secretaria-Executiva do Ministério da Justiça, tornou-se o principal gestor da pasta. Seu perfil é associado à estabilidade institucional e ao conhecimento do funcionamento interno do Estado, fatores que o colocam como nome natural no período de transição.

Confira a íntegra do decreto.

Favoritos ao cargo

Além de Manoel Carlos, ao menos outros cinco nomes são citados nos bastidores como possíveis indicados para o comando definitivo do ministério: Tarso Genro, Andrei Rodrigues, Vinicius Marques de Carvalho, Marcos Aurélio de Carvalho e Wellington Lima.

  • Tarso Genro, advogado e ex-governador do Rio Grande do Sul, já foi ministro da Justiça entre 2007 e 2010, no segundo mandato de Lula. Com ampla experiência política e trânsito institucional, é visto como um nome capaz de reassumir a pasta sem necessidade de adaptação.
  • Atual diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues é delegado de carreira e tem perfil técnico. Ganhou protagonismo na condução de investigações sensíveis relacionadas à defesa da democracia e à cooperação com o Judiciário, sendo associado ao fortalecimento institucional da PF.
  • Outro nome lembrado é Vinicius Marques de Carvalho, ministro da Controladoria-Geral da União (CGU). Ele é professor de Direito da USP e já ocupou cargos como conselheiro do Cade e secretário de Direito Econômico. Sua trajetória é marcada pela atuação em regulação, controle e políticas públicas.
  • Marcos Aurélio de Carvalho é advogado criminalista e coordenador do Grupo Prerrogativas. Embora não tenha chefiado o Ministério da Justiça, mantém interlocução frequente com o STF, o Congresso e o Palácio do Planalto, além de proximidade política com o presidente Lula.
  • Também é citado o nome de Wellington Cesar Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras. Ele já comandou o Ministério da Justiça por um breve período em 2016, durante o governo Dilma Rousseff, em meio à crise política que antecedeu o impeachment.
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