O prefeito de Camboriú (SC), Leonel Pavan (PSD), criticou a articulação do PL para lançar o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro como candidato ao Senado por Santa Catarina. "Eu acho uma loucura", afirmou o chefe do Executivo municipal, ao avaliar que o partido trata o Estado como um "balcão de negócios".
"Eu acho uma loucura o que o PL está fazendo em Santa Catarina. Trazer um vereador lá do Rio de Janeiro só para ser candidato, como se nós fôssemos um balcão de negócios que decide tudo por emoção", declarou Pavan em entrevista ao portal Catarina Notícias.
Crise partidária
A possível entrada de Carlos Bolsonaro na disputa pelo Senado provocou, inicialmente, o recuo do lançamento da deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), que teria sido preterida pelo governador Jorginho Mello (PL). O arranjo desagradou à família Bolsonaro: tanto Carlos quanto o ex-deputado Eduardo Bolsonaro defenderam que a deputada permaneça na chapa, ocupando o espaço hoje destinado ao senador Esperidião Amin (PP-SC), que tentará a reeleição.
No fim de outubro do ano passado, Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni chegaram a um entendimento para serem os nomes apoiados pela família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Pelo acordo, Carlos permaneceria no PL, enquanto a continuidade de Caroline na sigla dependeria do aval do governador. A deputada é cortejada pelo Novo, partido com o qual mantém proximidade de longa data e do qual já recebeu convite formal de filiação.
Resistência local
A articulação em torno do nome de Carlos Bolsonaro enfrenta resistência entre lideranças conservadoras de Santa Catarina. Integrantes do partido argumentam que o vereador não possui vínculo histórico com o Estado e avaliam que sua candidatura pode fragilizar o PL nas bases regionais. Deputados e prefeitos do interior defendem a priorização de nomes locais e consideram que uma intervenção nacional ameaça o equilíbrio político do diretório estadual.