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Boulos anuncia projeto para população escolher prioridades municipais

"Orçamento do Povo" permitirá aos cidadãos votar, por aplicativo, em demandas de seus municípios para orientar o envio de recursos do Orçamento da União.

21/1/2026
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Em entrevista nesta quarta-feira (25), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, anunciou que o Executivo iniciará um projeto para permitir que a população influencie no envio de recursos do Orçamento da União. Denominada "Orçamento do Povo", a iniciativa deve ser lançado em fevereiro.

O objetivo, segundo Boulos, é que cada cidadão possa apontar as necessidades do seu município ao governo por meio de um aplicativo. O voto será unitário e alcançará, em fase inicial, cerca de 400 cidades brasileiras, o que inclui todas as capitais estaduais.

A proposta que obtiver o maior número de votos será implementada pelo governo, assegurou o ministro. "A ideia é, justamente, criar essa cultura do povo apontar o dedo e decidir o que precisa no seu município, qual deve ser a prioridade", afirmou ao programa Bom dia, Ministro.

"Nós pretendemos chegar a algo em torno de 400 municípios neste primeiro ano, a partir de critérios técnicos bem definidos. Todas as capitais vão ser atendidas. O cidadão vai poder votar em opções do que é prioridade para receber recursos no seu munícipio a partir de um valor definido pelo ministério."

Boulos afirmou que, até o momento, sete ministérios já aderiram à iniciativa e destacou que o projeto não cria gastos, apenas permite que a população defina para onde serão destinados recursos já previstos no Orçamento de 2026.

Foco na transparência

Para Boulos, o projeto trará transparência à forma como o Executivo gasta recursos públicos. O ministro também criticou que, segundo ele, o destino de emendas parlamentares muitas vezes é incerto à população.

"O Brasil todo está acompanhando o escândalo do orçamento secreto. O que é o orçamento secreto? É pegar uma fatia gigante, esse ano ficou R$ 61 bilhões em emenda parlamentar e aí, muitas vezes, não tem transparência. Esse dinheiro vai pelo ralo, não se sabe para onde está indo. O que nós vamos fazer? Mostrar que é possível o povo se apropriar do orçamento do governo brasileiro."

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