A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, confirmou nesta quarta-feira (21) que pretende disputar uma vaga no Senado Federal pelo Paraná nas eleições deste ano. O anúncio ocorreu após conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva.
A confirmação foi feita por meio das redes sociais.
"Reafirmei meu compromisso de fortalecer, no Paraná, o projeto liderado pelo presidente Lula. Sou pré-candidata ao Senado Federal."
Até então, Gleisi, que está licenciada do mandato de deputada federal, tinha como plano disputar a reeleição à Câmara dos Deputados. De acordo com aliados, a alteração no projeto eleitoral ocorreu para atender a um pedido do presidente da República, interessado em fortalecer as candidaturas do partido ao Senado.
A definição levou à retirada da pré-candidatura de Enio Verri, diretor-geral da Itaipu Binacional e ex-deputado federal, que havia sido anunciado pelo PT do Paraná para a disputa. Verri desistiu após reunião com Lula, Edinho Silva e Gleisi Hoffmann no Palácio do Planalto.
A ministra integra o grupo de mais de 20 integrantes do primeiro escalão do governo que devem deixar os cargos para concorrer nas eleições deste ano. Pela legislação eleitoral, ministros precisam se afastar das funções até seis meses antes do pleito, o que estabelece como prazo final o dia 4 de abril.
Entre os nomes cotados estão:
- Alexandre Silveira – Ministério de Minas e Energia: planeja ser candidato ao Senado por Minas Gerais;
- André de Paula – Ministério da Pesca e Aquicultura: será candidato a deputado federal por Pernambuco;
- André Fufuca – Ministério do Esporte: avalia concorrer ao Senado ou ao governo do Maranhão;
- Anielle Franco – Ministério da Igualdade Racial: avalia candidatura a deputada federal pelo Rio de Janeiro;
- Camilo Santana – Ministério da Educação: deve ser candidato ao governo do Ceará;
- Carlos Fávaro – Ministério da Agricultura: será candidato à reeleição ao Senado por Mato Grosso;
- Geraldo Alckmin – Ministério do Desenvolvimento: deve disputar a reeleição como vice-presidente ou outro cargo por São Paulo;
- Gleisi Hoffmann – Ministério das Relações Institucionais: será candidata à reeleição ao Senado pelo Paraná;
- Jader Filho – Ministério das Cidades: deve ser candidato a deputado federal pelo Pará;
- Macaé Evaristo – Ministério dos Direitos Humanos: deve ser candidata a deputada estadual por Minas Gerais;
- Marcio França – Ministério do Empreendedorismo: avalia candidatura ao governo ou a outro cargo por São Paulo;
- Margareth Menezes – Ministério da Cultura: Planalto avalia candidatura a deputada federal pela Bahia;
- Marina Silva – Ministério do Meio Ambiente: cotada para disputar uma vaga ao Senado;
- Paulo Teixeira – Ministério do Desenvolvimento Agrário: será candidato à reeleição como deputado federal por São Paulo;
- Renan Filho – Ministério dos Transportes: deve ser candidato ao governo de Alagoas;
- Rui Costa – Casa Civil da Presidência da República: deve ser candidato ao Senado pela Bahia;
- Sidônio Palmeira – Secretaria de Comunicação Social da Presidência: deve deixar o governo para atuar no marketing da campanha de reeleição de Lula;
- Silvio Costa Filho – Ministério de Portos e Aeroportos: planeja ser candidato ao Senado por Pernambuco;
- Simone Tebet – Ministério do Planejamento: cotada para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo;
- Sonia Guajajara – Ministério dos Povos Indígenas: deve ser candidata à reeleição como deputada federal por São Paulo;
- Waldez Goés – Ministério da Integração: cotado para ser candidato ao Senado pelo Amapá;
- Wolney Queiroz – Ministério da Previdência Social: deve ser candidato a deputado federal por Pernambuco.
Dois ministros, no entanto, já informaram que não deixarão o governo para disputar as eleições. Guilherme Boulos, que assumiu recentemente a Secretaria-Geral da Presidência, e Alexandre Padilha, que segue à frente do Ministério da Saúde, devem permanecer no cargo.