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Trump lança Conselho de Paz para Gaza em Davos e faz críticas à ONU

Iniciativa liderada pelos EUA prevê reconstrução e desmilitarização da Faixa de Gaza.

22/1/2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inaugurou nesta quinta-feira (22) o Conselho de Paz, em cerimônia marcada por críticas à Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o republicano, o grupo terá como missão administrar e reconstruir a Faixa de Gaza, devastada após o conflito entre Israel e o Hamas.

Embora tenha afirmado que a ONU poderia ter encerrado alguns conflitos internacionais e reclamado de não ter sido procurado para tratar das "oito guerras" que diz ter ajudado a encerrar, Trump declarou que pretende atuar em cooperação com a organização.

Apesar das críticas, Trump diz que o conselho deve trabalhar junto com a ONU.Reprodução/X

"Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas", disse Trump durante a cerimônia realizada em Davos, na Suíça.

O presidente norte-americano minimizou a atual situação em Gaza, que ainda registra bombardeios e mortes, classificando o cenário como "pequenos incêndios" que, segundo ele, poderão ser controlados com facilidade.

"Temos pequenos incêndios e vamos apagar esses pequenos incêndios. Eles eram gigantes, enormes, e agora diminuíram para algo que podemos apagar facilmente."

Trump declarou ainda que o objetivo do conselho é transformar Gaza e "reconstruir lindamente" o território palestino. A iniciativa também prevê a desmilitarização da região. Nesse contexto, o presidente afirmou que o Hamas deverá entregar todas as suas armas, sob a ameaça de que, caso contrário, o grupo enfrentará o seu "fim".

Integrantes do conselho

Além de integrantes do governo norte-americano, como o secretário de Estado Marco Rubio, Trump convidou líderes de diversos países para compor o conselho. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi chamado, mas ainda não respondeu ao convite.

Entre os chefes de Estado presentes no evento e que assinaram o acordo estão:

  • Javier Milei, presidente da Argentina;
  • Santiago Peña, presidente do Paraguai;
  • Ilham Aliyev, presidente do Azerbaijão;
  • Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria;
  • Prabowo Subianto, presidente da Indonésia.
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