O empresário Pablo Marçal, declarado inelegível pela Justiça Eleitoral em mais de uma condenação, iniciou a venda de curso sobre política a candidatos das Eleições de 2026.
Marçal é um dos professores da Universidade Política (Unipoli). O curso faz parte do catálogo de empresa de Filipe Sabará, coordenador da campanha de Marçal nas eleições de 2024, quando concorreu a prefeito de São Paulo. A plataforma digital oferece cursos no valor de 400 reais.
Ele está inelegível até 2032 por comprar vídeos de apoio pelo Discord durante as eleições de 2024, em que concorreu para prefeito em São Paulo.
Enquanto candidato, se posicionou de forma agressiva na corrida eleitoral e chegou a acusar Guilherme Boulos, agora ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, de ser usuário de drogas.
Inelegibilidade
Em julho de 2025, pela terceira vez, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) declarou o influenciador digital e empresário inelegível por oito anos. Marçal foi acusado de abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação social e captação ilícita de recursos durante a campanha à Prefeitura de São Paulo, em 2024 pelo PRTB.
A decisão se somou a duas condenações anteriores. Em fevereiro, Marçal foi declarado inelegível após oferecer apoio político em troca de Pix de R$ 5 mil. Em abril, foi multado em R$ 420 mil por descumprir uma ordem judicial no mesmo processo, movido pelo PSB, partido que questionou sua candidatura.
Ainda por práticas relacionadas às eleições municipais de 2024, em novembro do ano passado, a 1ª Zona Eleitoral de São Paulo condenou o empresário novamente. Desta vez, ao pagamento indenizatório de R$ 305 mil, valor equivalente a 200 salários mínimos, à deputada Tabata Amaral (PSB-SP) por difamação.
Carreira política
Além da Prefeitura de São Paulo, Marçal foi pré-candidato à Presidência da República em 2022 como representante do Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Pouco depois do anúncio, o líder do partido descartou a candidatura e anunciou apoio a Luiz Inácio Lula da Silva, em aliança com o PT.
Marçal tentou concorrer à Câmara dos Deputados por São Paulo, mas sua candidatura correu "sub judice" e foi indeferida pelo TRE-SP por problemas de documentação. A decisão foi revertida judicialmente, o que o colocou entre os deputados eleitos, e depois barrada novamente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
À prefeitura de São Paulo, concorreu pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). Marçal foi o terceiro candidato mais votado e não avançou para o segundo turno da disputa eleitoral. As eleições foram decididas entre Guilherme Boulos e Ricardo Nunes, que ganhou com 59,35%. As condenações vieram depois do pleito.