Notícias

Brasil afastou mais de 4 mil crianças do trabalho infantil em 2025

4.318 crianças e adolescentes foram afastados de situações de exploração.

14/2/2026
Publicidade
Expandir publicidade

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho, obteve o resultado mais expressivo no combate ao trabalho infantil desde 2017. Durante 2025, constatou-se o afastamento de 4.318 crianças e adolescentes de contextos laborais inadequados. 80% destas crianças estavam submetidas às piores formas de exploração, caracterizadas por graves riscos à saúde, segurança, desenvolvimento e integridade moral.

De acordo com os dados consolidados de 2025, o Estado de Minas Gerais liderou o ranking nacional com o maior número de resgates, totalizando 830 crianças e adolescentes afastados do trabalho infantil, seguido por São Paulo com 629 e Mato Grosso do Sul com 235. Em contrapartida, os Estados que registraram as menores quantidades de afastamentos foram o Acre, com apenas uma ocorrência, o Amapá com sete e o Tocantins com 22.

Minas Gerais liderou ranking nacional com o maior número de resgates.Flávio Florido/Folhapress | Arte Congresso em Foco

Os resultados alcançados refletem a implementação de um projeto estruturante de abrangência nacional, direcionado ao fortalecimento da atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho no enfrentamento ao trabalho infantil. A iniciativa se fundamenta em quatro eixos estratégicos:

  • atuação orientada por dados e evidências;
  • combate sustentável às diversas formas de trabalho infantil, com adoção de novas metodologias e instrumentos de intervenção;
  • fortalecimento das capacidades técnicas dos auditores-fiscais do Trabalho;
  • e aprimoramento da gestão da Inspeção do Trabalho.

Entre os avanços observados, destaca-se a consolidação do Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho Infantil (GMTI). Em 2025, o grupo passou a contar, pela primeira vez, com uma equipe fixa de fiscalização, com atuação em todo o território nacional e foco prioritário nas regiões e nos setores econômicos com maior incidência dessa violação de direitos.

A atuação do GMTI ocorre de forma integrada a outras políticas públicas de proteção à criança e ao adolescente, possibilitando não apenas o afastamento imediato de situações de trabalho infantil, mas também o encaminhamento das vítimas à rede de proteção social, garantindo o acesso a direitos fundamentais e a serviços públicos essenciais.

Conforme declaração do coordenador nacional de fiscalização do Trabalho Infantil, Roberto Padilha, os resultados registrados em 2025 reafirmam o compromisso do Estado brasileiro com a erradicação do trabalho infantil e evidenciam a importância do planejamento estratégico, da atuação articulada e do fortalecimento institucional para assegurar a proteção integral de crianças e adolescentes em todo o país.

Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas

Artigos Mais Lidos