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STF divulga nomes de servidores suspeitos de vazamento de dados

Servidores são investigados sob suspeita de vazamento de dados fiscais de ministros do STF e de familiares para "produzir suspeitas artificiais".

17/2/2026
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O STF se pronunciou nesta terça-feira (17) sobre a operação da Polícia Federal que apura servidores da Receita Federal por envolvimento na quebra de sigilos fiscais de ministros, seus familiares e também do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Segundo o Supremo, foram constatados "diversos e múltiplos acessos ilícitos" por parte dos investigados aos sistemas da Receita, seguidos de vazamentos seletivos.

A operação foi anunciada na última manhã pela Receita Federal, que desde janeiro promove uma auditoria interna para averiguar os acessos, e pela Polícia Federal, que cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na última manhã nas residências dos investigados.

Operação investiga dois técnicos do Seguro Social, um servidor do Serpro e um auditor membro da Eqrat.Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Os servidores investigados são:

  • Luiz Antônio Martins Nunes: funcionário do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), lotado no Rio de Janeiro.
  • Luciano Pery Santos Nascimento: técnico do Seguro Social, lotado na Bahia.
  • Ruth Machado dos Santos: técnica do Seguro Social lotada em São Paulo, exerce a função de agente administrativa.
  • Ricardo Mansano de Moraes: auditor da Receita lotado em São Paulo. É membro da Equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório (Eqrat).

Os quatro são investigados a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo o parquet, eles respondem não apenas por quebra de sigilo funcional, mas também pela "exploração fragmentada e seletiva de informações sigilosas de autoridades públicas, divulgadas sem contexto e sem controle jurisdicional" para "produzir suspeitas artificiais, de difícil dissipação".

Os acessos e vazamentos de dados foram realizados durante o andamento das investigações envolvendo o escândalo do Banco Master. Entre os ministros que sofreram com a quebra irregular de sigilos estavam o antigo relator do caso, Dias Toffoli, e a esposa de Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci, contratada pelo banco em 2024.

Acesso restrito

Até a conclusão das investigações, os quatro servidores ficarão afastados de suas funções e proibidos de ingressar nas dependências da Receita Federal e do Serpro. Também estão com os passaportes cancelados, e vedação expressa à saída do país.

Em nota, a Receita Federal ressaltou que "não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, pilar básico do sistema tributário". O órgão também assegurou a viabilidade das investigações: "Os sistemas da Receita Federal são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal", apontam.

Processo: Inq. 4781

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