Após o período de Carnaval, a CPI do Crime Organizado no Senado Federal deve retomar os trabalhos com a análise de requerimentos relacionados ao Banco Master, incluindo pedidos de convocação de autoridades e executivos ligados à instituição.
Entre os itens na pauta estão requerimentos para convocar os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A reunião deliberativa para votação dos pedidos está prevista para quarta-feira (25).
O pedido para ouvir Toffoli foi apresentado pelo relator da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), com apoio dos senadores Magno Malta (PL-ES), Carlos Portinho (PL-RJ) e Eduardo Girão (Novo-CE). A justificativa envolve informações sobre uma suposta participação societária do ministro em empresa que negociou parte do Resort Tayayá com fundos ligados ao Banco Master.
Segundo os parlamentares, uma reportagem mencionou a possível exploração de jogos de azar no resort. Um relatório da Polícia Federal também teria citado o nome de Toffoli em conversas entre o controlador do banco, Daniel Vorcaro, e seu cunhado Fabiano Zettel, relacionadas ao empreendimento. Toffoli deixou recentemente a relatoria, no STF, do inquérito sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Outras convocações
A comissão também deve avaliar convites ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que passou a integrar o conselho consultivo do Banco Master em 2026.
Outro requerimento propõe o convite da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, sob a justificativa de que ela teria mantido contrato de prestação de serviços com a instituição financeira.
A pauta inclui ainda convocações de ex-dirigentes e sócios do banco, pedidos de informações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além de requerimentos sobre movimentações financeiras e patrimoniais ligadas aos investigados.
Também está prevista a oitiva do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, apontado como possível colaborador para esclarecer a atuação do crime organizado em estruturas do poder público.