Os ministérios da Igualdade Racial e do Esporte publicaram publicaram nota conjunta em apoio ao jogador de futebol Vinicius Júnior. Durante jogo contra o Benfica na terça-feira (17), o brasileiro denunciou ter sido chamado de "mono", termo em espanhol para macaco, pelo argentino Gianluca Prestianni.
Segundo a nota, ambientes esportivos devem promover respeito, convivência e igualdade racial, o que torna inaceitável ocorrências como a registrada por Vini Jr. na Europa. "O racismo é uma violação de direitos humanos e um atentado aos princípios fundamentais do esporte", afirmaram as pastas.
"Os ministérios reconhecem a importância do acionamento do protocolo antirracismo durante a partida e destacam a abertura de investigação anunciada pela UEFA."
De acordo com o comunicado, o governo observará a investigação, a fim de acompanhar se "medidas firmes" serão adotadas para responsabilizar os jogadores envolvidos no caso e impedir que o episódio se repita.
Na nota, os ministérios relembraram a assinatura de um protocolo de intenções em 2025 por ambas as aspas. A iniciativa prevê ações de concientização, formação e monitoramento do ambiente esportivo para impedir casos de racismo.
"O Brasil reafirma seu compromisso com a promoção da igualdade racial, do respeito e da dignidade humana dentro e fora dos campos. Episódios como este reforçam que o enfrentamento ao racismo deve ser permanente e coletivo. Essa não é uma luta individual: conta com o apoio e a ação do governo brasileiro para garantir um esporte justo, inclusivo e livre de discriminação."
Episódio
A denúncia foi feita por Vini Jr. no segundo tempo da partida de futebol entre Real Madrid e Benfica pela Liga dos Campeões da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA Champions League). O jogo ocorreu em Lisboa, Portugal.
Segundo o brasileiro, as ofensas foram proferidas pelo meio-campista do Benfica, Gianluca Prestianni, depois que comemorou o gol. O caso foi confirmado pelo atacante francês Kylian Mbappé, que também joga no Real Madrid. Prestianni negou.
A partir do relato dos jogadores, o árbitro François Letexier acionou o protocolo antirracismo e interrompeu o jogo. Dez minutos depois da paralisação, a partida foi retomada sem punições e Vini Jr. foi vaiado pela torcida do Benfica durante o tempo restante.
A Uefa abriu investigação para apurar o caso. Esse é o 20º caso de racismo denunciado por Vini Jr. no futebol europeu.