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Deputado diz que arquivos Epstein citam acusações graves contra Trump

Ted Lieu afirma ter acesso a documentos não editados e diz que há "alegações perturbadoras" contra o presidente.

19/2/2026
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O deputado Ted Lieu, da Califórnia, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é citado "milhares e milhares de vezes" nos chamados arquivos Epstein. Segundo o parlamentar, ele teve acesso a documentos não editados que conteriam "alegações extremamente perturbadoras" envolvendo o presidente, incluindo acusações de abuso de menores.

De acordo com Lieu, republicanos da Câmara estariam tentando "desviar a atenção" do conteúdo dos documentos ao defender a oitiva do ex-presidente Bill Clinton e da ex-secretária de Estado Hillary Clinton sobre o caso.

"Donald Trump aparece nos arquivos de Epstein milhares e milhares de vezes", declarou. "Nesses arquivos, há alegações extremamente perturbadoras de que Donald Trump estuprou crianças e ameaçou matá-las", acrescentou.

O nome de Trump consta em diferentes documentos relacionados ao empresário Jeffrey Epstein, acusado de crimes sexuais e tráfico de menores. O conjunto de registros, que ficou conhecido como "Epstein files", é objeto de investigações pelas autoridades norte-americanas e teve parte do conteúdo divulgado.

O presidente norte-americano nega qualquer irregularidade em relação a seu envolvimento com Epstein.

Durante o discurso, Lieu também criticou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, afirmando que a pasta teria violado a privacidade das vítimas ao não ocultar algumas imagens explícitas nos arquivos. Ele ainda declarou que o vice-procurador-geral Todd Blanche estaria interpretando a legislação de forma equivocada e defendeu sua renúncia.

"Ontem, ele disse, essencialmente, que não é crime festejar com Jeffrey Epstein. Bem, isso não está correto. Se Jeffrey Epstein estava traficando menores para festas sexuais, e você comparece e é cliente do estabelecimento naquela festa, sim, você é culpado, porque ser cliente integra o crime previsto na lei federal de tráfico sexual", afirmou o deputado.

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