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Câmara dos Deputados

Veja quais deputados menos recorreram à cota parlamentar em 2026

Os parlamentares do ranking concentraram as despesas principalmente em passagens aéreas, combustíveis e locação de veículos

Congresso em Foco

8/7/2026 | Atualizado às 10:27

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Às vésperas do fim do primeiro semestre legislativo de 2026, o Congresso em Foco realizou um levantamento com base em dados oficiais da Câmara dos Deputados para identificar os 20 deputados em exercício que menos utilizaram a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap). As informações consideram as despesas registradas entre janeiro e julho deste ano.

No período, os deputados federais utilizaram R$ 121.455.412,45 em cota parlamentar.

A verba é destinada ao custeio de despesas relacionadas ao exercício do mandato, como passagens aéreas, locação de veículos, manutenção de escritórios, combustíveis e divulgação da atividade parlamentar.

Entre os parlamentares que permaneceram em exercício durante todo o semestre, Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) foi o que menos utilizou a Ceap. O deputado registrou R$ 17.061,93 em despesas, o equivalente a 4,86% da cota disponível.

Em seguida aparecem Raniery Paulino (Republicanos-PB), com R$ 25.222,07, e Sandro Alex (PSD-PR), com R$ 25.758,79.

O levantamento tem caráter informativo e busca ampliar a transparência sobre o uso dos recursos públicos destinados ao exercício do mandato parlamentar. A utilização da cota é legal e prevista pelas regras da Câmara dos Deputados.

Os deputados que menos gastaram

Veja a lista completa abaixo. Ao lado do valor gasto, aparece a porcentagem que representa quanto do total da cota parlamentar disponível foi utilizada por cada deputado.

Dados da Câmara mostram que a maioria dos deputados do ranking utilizou menos de um terço da verba indenizatória disponível.

Dados da Câmara mostram que a maioria dos deputados do ranking utilizou menos de um terço da verba indenizatória disponível.Arte Congresso em Foco

Os seis menores gastos registrados no período ficaram de fora do ranking principal por envolverem deputados que assumiram o mandato ao longo do primeiro semestre ou exerceram o cargo por tempo reduzido, o que impactou diretamente o volume de despesas.

Se fossem considerados, o ranking seria liderado por Glauber Braga (Psol-RJ), com R$ 161 em gastos, seguido por Santin Roveda (União Brasil-PR), com R$ 1.279,46; João Carlos (Republicanos-AM), com R$ 2.324,88; Inácio Arruda (PCdoB-CE), com R$ 6.117,22; Glaycon Franco (PSDB-MG), com R$ 6.372,91; e Marcos Braz (PSDB-RJ), com R$ 9.586,70.

Glauber Braga retornou ao mandato apenas em junho, após cumprir suspensão de seis meses. Santin Roveda assumiu a cadeira em 10 de junho; João Carlos e Inácio Arruda tomaram posse em 14 de abril; Glaycon Franco permaneceu no cargo por menos de um mês; e Marcos Braz assumiu o mandato em 28 de maio.

Por esse motivo, o Congresso em Foco considerou no ranking principal apenas os deputados que permaneceram em exercício durante todo o período analisado.

A comparação entre os parlamentares também precisa levar em conta que o limite da Ceap varia de acordo com o estado representado. Por isso, deputados com gastos maiores em valores absolutos podem aparecer com percentual de uso menor do que outros posicionados acima no ranking.

Por isso, deputados com gastos maiores em valores absolutos podem aparecer com percentual de utilização menor do que outros posicionados acima no ranking.

É o caso de Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), que lidera o levantamento com R$ 17.061,93 em despesas, mas utilizou apenas 4,86% da cota disponível.

O que é a cota parlamentar

A Ceap é uma verba indenizatória usada para cobrir despesas do mandato parlamentar. Criada pelo Ato da Mesa nº 43, de 2009, unificou benefícios antes separados, como a antiga verba indenizatória, a cota de passagens aéreas e a cota postal e telefônica.

Entre os gastos permitidos estão passagens aéreas, aluguel de veículos, combustíveis, manutenção de escritórios, hospedagem, alimentação, consultorias, serviços postais e divulgação do mandato. Os valores podem ser reembolsados mediante notas fiscais ou pagos diretamente pela Câmara.

O limite mensal varia conforme o Estado representado, considerando principalmente a distância até Brasília. Estados mais distantes têm cotas maiores, enquanto o Distrito Federal possui o menor valor.

Os dez parlamentares do ranking utilizaram entre 0,21% e 22,11% da cota parlamentar disponível.

Os dez parlamentares do ranking utilizaram entre 0,21% e 22,11% da cota parlamentar disponível.Arte Congresso em Foco

Os recursos não usados podem ser acumulados no mesmo ano, mas não passam para o seguinte. Também há prazo para solicitar reembolsos, o que pode alterar os dados posteriormente.

Como a verba foi utilizada

Os dez parlamentares do ranking utilizaram entre 0,21% e 22,11% da cota parlamentar disponível.

Os dez parlamentares do ranking utilizaram entre 0,21% e 22,11% da cota parlamentar disponível.Arte Congresso em Foco

Entre os 20 deputados em exercício que menos utilizaram a cota parlamentar no primeiro semestre, as despesas se concentraram principalmente em passagens aéreas, combustíveis, locação de veículos e manutenção de escritórios de apoio. Em vários casos, os gastos ficaram restritos a uma ou duas rubricas.

Líder do ranking, Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) destinou a maior parte da cota ao pagamento de passagens aéreas, que somaram R$ 11.733, além de R$ 5.328,93 em combustíveis.

O segundo colocado, Raniery Paulino (Republicanos-PB), concentrou seus gastos principalmente em combustíveis, enquanto Sandro Alex (PSD-PR) utilizou a maior parcela da verba com locação de veículos, seguida por despesas com hospedagem, passagens aéreas, manutenção de escritório e combustíveis.

Na quarta posição, Amom Mandel (Republicanos-AM) teve como principal despesa as passagens aéreas, padrão que mantém desde o levantamento do primeiro semestre de 2025, quando liderou o ranking dos deputados que menos utilizaram a Ceap.

Na ocasião, registrou R$ 32.129,01 em despesas, o equivalente a 9,19% da cota disponível, concentrando quase a totalidade dos gastos em deslocamentos entre Manaus e Brasília.

Também figuram entre os dez primeiros Luiz Fernando Vampiro (MDB-SC), Adriana Ventura (Novo-SP), Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), Alexandre Leite (União Brasil-SP), Aline Gurgel (União Brasil-AP) e Marcio Alvino (PL-SP).

Apesar dos valores absolutos mais elevados em comparação aos quatro primeiros colocados, a maior parte das despesas desse grupo também está relacionada à estrutura de funcionamento dos mandatos, como divulgação da atividade parlamentar, locação de veículos, manutenção de escritórios, combustíveis e passagens aéreas.

A segunda metade do ranking é formada por André Fufuca (PP-MA), Marina Silva (Rede-SP), Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Detinha (PL-MA), Kim Kataguiri (Missão-SP), Daniel Agrobom (PSD-GO), Gilson Marques (Novo-SC), Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG), Daniela do Waguinho (Republicanos-RJ) e Fred Linhares (Republicanos-DF).

Mesmo ocupando da 11ª à 20ª posição, todos permaneceram entre os deputados que menos recorreram à Ceap no primeiro semestre, reforçando que o baixo uso da verba indenizatória está distribuído entre diferentes partidos e regiões do país.

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