A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg não participará da primeira etapa do Circuito Mundial porque comemorou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro no torneio do ano passado. A atitude foi considerada pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) como "conduta antidesportiva".
Em novembro de 2025, na etapa realizada na Austrália, quando conquistou medalha de bronze na competição, Solberg afirmou estar vivendo "um dia maravilhoso" não apenas pelo resultado, mas também devido à prisão de Bolsonaro.
"É um dia maravilhoso para mim. Estou tão feliz. E também é um dia maravilhoso para o mundo. Ontem, no Brasil, colocaram na cadeia o pior presidente de todos os tempos. Bolsonaro está preso e é tão importante que nós celebremos."
A competição ocorrerá entre os dias 11 e 15 de março, em João Pessoa (PB). Solberg não se manifestou sobre a decisão, que foi divulgada pelo UOL.
Não é a primeira vez que a atleta se envolve em polêmicas no meio esportivo por se posicionar politicamente. Em 2020, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) foi acionado contra Solberg após ela afirmar "fora Bolsonaro" durante entrevista.
À época, a procuradoria solicitou o pagamento de multa de R$ 100 mil, além de suspensão, mas a Corte decidiu apenas advertê-la.
Prisão de Bolsonaro
O ex-presidente está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como Papudinha, para cumprimento de pena de 27 anos e três meses por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
Inicialmente, o ex-presidente sofreu medidas cautelares que resultaram em sua prisão domiciliar desde 4 de agosto de 2025 em processo de coação enquanto estava em julgamento.
Ao violar sua tornozeleira eletrônica, teve a prisão decretada em 22 de novembro do mesmo ano e foi levado à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF), onde permaneceu até o último dia 15, quando foi tranferido.
A entrevista de Solberg foi realizada no dia 23, um dia após prisão domiciliar ser convertida em preventiva.
Com o trânsito em julgado do processo pela trama que resultou nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, determinado em 25 de novembro, a prisão preventiva de Bolsonaro foi convertida em cumprimento de pena.