A Câmara Municipal de Bayeux, na Paraíba, abriu, na quinta-feira (19), os trabalhos legislativos de 2026 em meio a um episódio inusitado. Um forte mau cheiro no plenário causou desconforto entre vereadores, assessores e público, levando ao encerramento antecipado da sessão.
O odor começou a ser percebido enquanto a vereadora Eloah Felinto utilizava a tribuna. Durante a fala, ela insinuou que o problema poderia ter sido provocado de forma intencional para interromper os debates. "Se não borrifaram nada aí, acho que borrifaram para não continuar", afirmou.
O episódio gerou discussão entre Eloah e a presidente da Casa, Jays de Nita. A vereadora acusou a condução dos trabalhos de desrespeitar o regimento, enquanto Jays declarou também estar sendo afetada pelo mau cheiro, relatando dificuldades na respiração.
"O pessoal está colocando produto químico, os assessores da presidente da Casa estão alterando o cronômetro. A fala continua sendo minha, presidente. Já que a senhora não tem a capacidade de discutir no âmbito da fala, é minha fala, presidente. Respeite o regimento", alegou Eloah Felinto.
"Está me afetando aqui, está me afetando o ar, que está me prejudicando aqui minha respiração", justificou Jays de Nita ao deixar o local.
Após o clima de tensão e troca de acusações entre parlamentares da base governista e da oposição, que levantaram suspeitas sobre possível motivação política para o ocorrido, a sessão foi encerrada.