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CPI do Crime Organizado aprova convocação de Vorcaro e irmãos Toffoli

Colegiado autorizou quebras de sigilo do Banco Master e pediu dados ao Coaf e à Anac sobre movimentações financeiras e aeronaves.

25/2/2026
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A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou nesta quarta-feira (25) um conjunto de requerimentos que ampliam o escopo das investigações sobre operações financeiras e possíveis conexões com organizçaões criminosas. As medidas incluem convocações do empresário Daniel Vorcaro e de José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do STF, Dias Toffoli.

Também foi autorizada a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações no período de 1º de fevereiro de 2022 a 8 de fevereiro de 2026.

Comissão ampliou escopo das investigações com foco em operações financeiras e acessos a aeroportos. Reprodução/YouTube

Entre as deliberações, os senadores determinaram ao Conselho de Contrle de Atividades Financeiras (Coaf) o envio de Relatório de Inteligência Financeira e aprovaram a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master entre 1º de janeiro de 2022 e 29 de janeiro de 2026.

O objetivo é rastrear movimentações consideradas atípicas, identificar eventuais mecanismos de ocultação patrimonial e mapear vínculos financeiros que possam indicar atuação do crime organizado.

"Esta é uma sessão histórica do Senado. Nós estamos abrindo a possibilidade para um avanço de investigações que esse país nunca fez. E fizemos isso democraticamente, tecnicamente equilibrado e com respeito entre os colegas", afirmou o relator do colegiado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), após a votação.

No campo das oitivas, além de Vorcaro e dos irmãos Toffoli , foram aprovadas as convocações de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio e ex-executivo do Banco Master, e de Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio da instituição, para prestar esclarecimentos. A CPI ainda requisitou à Diretoria-Geral do Senado registros de entrada e saída de Augusto Ferreira Lima nas dependências da Casa, com o intuito de verificar a frequência e o contexto de eventuais acessos.

A investigação também alcança ativos aeronáuticos e deslocamentos. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deverá informar quem acessou áreas de embarque da aviação geral e executiva nos aeroportos de Brasília, Congonhas e Guarulhos em 2025, nos 90 minutos que antecederam decolagens de aeronaves mencionadas na apuração.

A agência foi instada a encaminhar dados sobre registros de propriedade e transferências de aeronaves vinculadas a Daniel Vorcaro, à Viking Participações S.A., ao Banco Master S.A. e a outras empresas relacionadas. Por fim, a concessionária Inframerica terá de fornecer registros de controle de acesso às áreas de aviação executiva e hangares do Aeroporto Internacional de Brasília ao longo de 2025.

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