A CPMI do INSS retoma os trabalhos na tarde desta quinta-feira (26) com o depoimento de Paulo Camisotti, filho e sócio de Maurício Camisotti - preso sob acusação de envolvimento em fraudes relacionadas a descontos associativos indevidos. Paulo obteve um habeas corpus concedido pelo ministro Flávio Dino, que lhe garante o direito de permanecer em silêncio durante o depoimento.
Estava prevista a oitiva do deputado estadual do Maranhão Edson Cunha de Araújo (PSB), citado em apurações da Polícia Federal por supostamente ter movimentado e recebido recursos de uma entidade ligada a trabalhadores da pesca e da aquicultura no Estado. O parlamentar que também é acusado de ter ameaçado o deputado Duarte Jr. (PSB-MA), não compareceu à sessão.
O advogado Cecílio Galvão, apontado como destinatário de cerca de R$ 4 milhões provenientes de entidades investigadas por fraude, também foi convocado e não compareceu.
Requerimentos
Pela manhã, a comissão aprovou, de forma conjunta, 87 requerimentos, entre eles pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também foi aprovado o requerimento para a convocação de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Banco Master e atual controlador do Banco Pleno, instituição igualmente liquidada pelo Banco Central.
O requerimento de convocação de Lulinha foi apresentado pelo relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Segundo o relator, mensagens interceptadas indicariam que, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger, o homem conhecido como "Careca do INSS" teria respondido tratar-se de "o filho do rapaz", referência que, de acordo com a investigação, poderia ser Lulinha.
Após a convocação, os parlamentares governistas se ausentaram da segunda parte da sessão, fato que foi mencionado diversas vezes pela oposição, afirmando que eles não tinham mais quem "blindar".