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Bolsonaro apoia Pollon ao Senado e pede fim de críticas a Michelle

Preso, ex-presidente oficializa apoio ao deputado Marcos Pollon no MS e reafirma influência nas candidaturas do PL para 2026. Em carta, também apela contra ataques da própria direita à ex-primeira-dama e a aliados.

1/3/2026
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Preso na Papudinha, em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a interferir diretamente nas articulações do PL para as eleições de 2026 por meio de cartas manuscritas divulgadas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em um dos textos, ele oficializa apoio ao deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) como candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul. Em outro, faz um apelo público para que cessem as críticas internas da direita contra Michelle e outros aliados.

As cartas foram divulgadas no fim de semana e evidenciam que, mesmo preso, Bolsonaro mantém influência central nas decisões estratégicas do partido.

Apoio a Pollon

Na mensagem tornada pública no sábado (28), Bolsonaro afirma que em breve divulgará uma lista com os pré-candidatos do PL ao Senado em todo o país. A sinalização reforça que as candidaturas passam por seu aval, mesmo à distância.

"Adianto que, por Mato Grosso do Sul, pelo seu caráter, honra e dedicação enquanto deputado federal, o meu candidato será Marcos Pollon", escreveu.

Carta assinada por Bolsonaro divulgada por Michelle no sábado.Reprodução

Anotações de Flávio

A escolha ocorre em meio a disputas internas no diretório sul-mato-grossense, onde também eram cogitados nomes como o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado Capitão Contar. Pollon disse ter recebido a indicação "com honra" e afirmou que sua pré-candidatura é uma "missão", não um projeto pessoal.

Na última semana, vieram a público anotações feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante reuniões partidárias. Ao lado do nome de Pollon, havia o registro: "pediu 15 mi p/ não ser candidato". O deputado negou ter feito qualquer pedido.

Flávio afirmou que as anotações não representavam decisões consolidadas, mas registros de conversas feitas durante reuniões sobre viabilidade eleitoral nos estados.

Recado contra o "fogo amigo"

Já na carta divulgada no domingo (1º), Bolsonaro direciona o foco para o ambiente interno do bolsonarismo. O ex-presidente afirma "lamentar as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa" e defende que apoios em campanhas majoritárias e nas disputas ao Senado ocorram "pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados".

O recado surge após um embate público envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que cobrou maior engajamento de Michelle Bolsonaro e do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) na defesa da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Carta assinada por Bolsonaro divulgada pela assessoria de Michelle neste domingo.Reprodução

Na semana passada Eduardo afirmou que ambos estariam com "amnésia" sobre a importância de apoiar Flávio, gerando desconforto no núcleo bolsonarista. Nikolas reagiu publicamente, negando qualquer omissão e pedindo que Michelle fosse preservada, em referência ao contexto familiar e à prisão do ex-presidente.

Michelle e 2026

Na carta, Bolsonaro também pede que Michelle só entre formalmente na política após março de 2026. Segundo ele, a ex-primeira-dama está dedicada aos cuidados da filha Laura, recém-operada, e a acompanhá-lo durante o período de prisão.

Michelle é cotada para disputar o Senado pelo Distrito Federal. Embora não tenha confirmado candidatura, seu nome aparece com frequência nas discussões internas do partido, ao lado de outras lideranças locais.

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