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"Eu o proibi de vir ao Brasil", diz Lula sobre assessor de Trump

Em cerimônia no Rio de Janeiro, presidente Lula condicionou a vinda de Darren Beattie à liberação do visto de Alexandre Padilha.

13/3/2026
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Durante viagem ao Rio de Janeiro para participar da inauguração do Hospital Federal do Andaraí, o presidente Lula comentou sobre a visita de Darren Beattie, assessor sênior do presidente americano Donald Trump, ao Brasil. Segundo o chefe do Executivo, o auxiliar não poderá entrar no país enquanto os Estados Unidos não devolverem o visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

"Aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar o visto do meu ministro da Saúde, que está bloqueado. (...) Então, Padilha, esteja certo que você está sendo protegido", disse o presidente.

Veja sua fala:

A viagem de Beattie ao Brasil estava prevista para a semana do dia 16. Segundo o Departamento de Estado, sua vinda seria para participar do Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos. Extraoficialmente, porém, sua agenda incluía uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro em sua cela no quartel do 19º Batalhão da PMDF.

A reunião foi solicitada pela defesa de Bolsonaro ao STF e inicialmente concedida pelo ministro Alexandre de Moraes. Nesta sexta-feira (13), após posicionamento contrário do Ministério das Relações Exteriores, o ministro revogou a decisão.

Situação de Padilha

Em agosto de 2025, o chanceler americano Marco Rubio anunciou a revogação dos vistos do ministro Alexandre Padilha, de sua família e de autoridades da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

A decisão foi tomada em retaliação à contratação de médicos cubanos no programa Mais Médicos, idealizado por Padilha no governo de Dilma Rousseff. Rubio, que é descendente de imigrantes cubanos, acusou a cúpula inicial do programa de beneficiar ilicitamente a exploração de trabalhadores pelo governo de Cuba.

A revogação do visto prejudicou as atividades do ministro. Em setembro, durante a abertura da Assembleia-Geral da ONU, Padilha foi autorizado a entrar nos Estados Unidos, mas apenas para permanecer nas dependências do hotel e no trajeto até a sede das Nações Unidas. Na mesma época, estava previsto o encontro anual do conselho da Opas.

Diante das restrições, o ministro cancelou a viagem aos EUA. Nos meses seguintes, os presidentes Lula e Trump iniciaram movimentos de reaproximação entre os dois países, mas as restrições a Padilha se mantiveram.

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