O presidente Luiz Inácio Lula da Silva questionou nesta sexta-feira (13) o uso de medicamentos para emagrecimento sem a adoção de hábitos mais saudáveis, como a prática regular de exercícios físicos. A declaração foi feita durante evento no Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro.
"Por que as pessoas não andam meia hora por dia? Por que não caminham? Por que não fazem ginástica? As pessoas têm que aprender a tirar a bunda da cadeira e andar um pouco".
A fala ocorreu após o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), pedir ao presidente que conversasse com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sobre a possibilidade de disponibilizar canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo Lula, o tema é "delicado", pois a orientação médica deve priorizar mudanças de hábitos e alimentação saudável.
"Somos obrigados a orientar as pessoas a comer comida saudável. Você não pode dar de presente uma injeção para as pessoas emagrecerem se a pessoa quer comer quatro rabadas por dia, três feijoadas e um quilo de torresmo".
O presidente afirmou ainda que medicamentos não devem ser tratados como solução automática para a perda de peso. "O remédio não pode ser prêmio para quem é relaxado", disse. Segundo ele, o uso deve ser indicado para pessoas que não conseguem emagrecer por questões de saúde.